CPI Pandemia

Ex-ministro Padilha alertou que emenda de Ricardo Barros permitia adiantar os R$ 220 milhões e perder o dinheiro

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Da Redação

No dia em que o Congresso aprovou a lei que pretendia acelerar a importação de vacinas contra a covid pelo Brasil, o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha denunciou no plenário a emenda idealizada pelo líder do governo na Câmara, Ricardo Barros.

Ela não só permitia pagar adiantado por vacinas ainda não entregues como admitia a perda do dinheiro por descumprimento de contrato da fornecedora.

Foi quando Ricardo Barros era titular do Ministério da Saúde, no governo Temer, que uma empresa associada à Precisa, intermediária agora na compra da vacina indiana Covaxin, recebeu R$ 20 milhões adiantados da pasta, mas não entregou os remédios contra doenças raras que havia se comprometido contratualmente a comprar.

Desta vez, foi por ação do servidor Luís Ricardo Miranda, irmão do deputado Luís Miranda (DEM-DF), que foi feita a denúncia de que o governo pretendia adiantar o pagamento de U$ 45 milhões em pagamento a uma empresa baseada em paraíso fiscal.

A empresa, Madison, não constava do contrato entre o Ministério da Saúde e a Bharat Biotech/Precisa.

O vídeo resgatado da fala de Alexandre Padilha deixa claro que já se cogitava fazer o adiantamento equivalente a R$ 220 milhões sem qualquer garantia de entrega.

Uma vez depositado num paraíso fiscal, numa empresa de fachada, o dinheiro poderia ser distribuído aos “promotores” do negócio, independentemente da imunização dos brasileiros.