Brasil Holístico

Arquétipo: Conheça a chave que abre todas as portas!

Tereza não consegue assistir televisão sem depois fazer umas “comprinhas” (geralmente, coisas desnecessárias). Depois, se sente culpada por ter sido tão impulsiva e pelas dívidas que está acumulando.

Kadu nunca passa despercebido. Brilha onde quer que ele esteja e vira o centro das atrações. Sua namorada fica ressentida e enciumada, na maioria das vezes, e acabam discutindo.

Antônio sonhava ser músico. Hoje está aposentado, por doença, após uma vida inteira de frustração como engenheiro.

Você consegue identificar o que essas pessoas têm em comum?

Todas elas vivem situações dramáticas, repetidas vezes, porque estão sob a influência de Arquétipos, mas não tem a mínima consciência disso.

E, exatamente por desconhecerem essa influência invisível, não tiram vantagem dos seus aspectos positivos, nem percebem quando estão sendo manipulados por outras pessoas que sabem como “usá-la”.

Estórias semelhantes, e muitas outras tão ou mais dramáticas, acontecem o tempo todo, desde o início da humanidade e nos quatro cantos do mundo.

São situações que obedecem a um padrão oculto, mas perfeitamente identificável através de um olhar mais cuidadoso e treinado.

Até o final da leitura, você entenderá o que se passa com os nossos três personagens acima e como você pode estar passando pela mesma situação.

Carl G. Jung, o médico psiquiatra que desenvolveu a teoria dos Arquétipos, disse que com isso havia encontrado a chave que abre todas as portas.

E o conhecimento sobre os Arquétipos faz exatamente isso: abre uma porta após a outra, descortinando a estrutura da mente humana, bem como a do próprio Universo.

O poder que os Arquétipos têm e exercem sobre a humanidade é extraordinário!

E o mais interessante: essa força vinda das profundezas do inconsciente coletivo é desconhecida pela grande maioria das pessoas.

Dá para entender porque o poder está nas mãos dos poucos que a conhecem e utilizam…?

Por essa razão, o projeto Artétipos, a Arte do Inconsciente será totalmente dedicado a investigar e transmitir os segredos e as manifestações desses “espíritos” da Mente

Universal, para que você possa resgatar o seu poder pessoal e não ser mais manipulado.

Há uma “senha” protegendo o acesso a esse conhecimento, impedindo o seu uso indiscriminado. Mas, a boa notícia é que quanto mais evoluímos nossa percepção da realidade, maior o entendimento e a capacidade de interação com essas forças arquetípicas.

E aquilo que vem à luz da consciência pode ser aplicado em favor da evolução pessoal e coletiva.

Por isso a importância deste conhecimento nos dias de hoje, em que a humanidade encontra-se em franca crise de valores e significados.

Sendo assim, convido você a trilhar e desfrutar conosco dessa jornada em busca dos tesouros perdidos do inconsciente.

Ao final da leitura deste artigo, você saberá :

  1. O que são os Arquétipos (e o que eles não são),

  2. Como eles se manifestam na realidade,

  3. Como os Arquétipos influenciam sua vida,

  4. Quais as 7 portas que se abrirão ao ativar em si os Arquétipos,

  5. Como interagir com os Arquétipos de maneira mais construtiva, e muito mais.

O SEU MUNDO INTERIOR

Para vislumbrar o que são os Arquétipos, sem cair nas armadilhas do entendimento raso e distorcido, é essencial que você saiba como funciona sua psiquê.

Psiquê é uma palavra de origem grega que significa alma ou espírito.

Contudo, ela é usada na psicologia com a conotação de mente, certamente para evitar ligações com religião e espiritualidade.

A sua psiquê representa o seu mundo interior.

Segundo o criador da Psicologia Analítica, Carl G. Jung, para fins didáticos, a psiquê é divida em :

1. CONSCIENTE: é aquela pequena parte que você conhece sobre si mesmo, usada para pensar, raciocinar, concentrar-se em algo, tomar decisões, planejar, imaginar, exercer a vontade e a disciplina.

É através da mente consciente que você se reconhece como sendo um indivíduo (um “eu”) e assim interage com o mundo exterior, tudo o que está fora desse “eu”.

2. INCONSCIENTE: é a maior e a mais rica parte da sua mente, formada por camadas de conteúdos ocultos e geralmente pouco acessíveis ao consciente.

O seu inconsciente funciona o tempo todo, inclusive durante o sono. É o grande guia, amigo e conselheiro do consciente.

Assim como a parte submersa de um iceberg é invisível, mas capaz de causar acidentes náuticos, o inconsciente é o responsável pela maior parte das decisões que você toma, mesmo sendo um total desconhecido para você. Por isso é tão importante que você saiba mais a seu respeito, para ter mais domínio sobre sua vida.

A linguagem do inconsciente é constituída por símbolos e o principal meio de comunicação do inconsciente com você são os seus sonhos.

O inconsciente, por sua vez, é dividido em:

a. INCONSCIENTE PESSOAL: é a camada onde você deposita seus conteúdos e vivências pessoais: medos, afetos, impulsos morais, coisas reprimidas, experiências constrangedoras, motivações violentas, desejos irracionais, necessidades egoístas, desejos sexuais inaceitáveis e até os talentos que não você não quer expressar por alguma razão.

Enfim, tudo aquilo que não aceita em você, não quer viver ou que lhe faz sofrer é reprimido e vai para as profundezas da mente, na forma de complexos e sombras.

b. INCONSCIENTE COLETIVO: é a camada mais profunda da psiquê, comum a todos os seres humanos.

O inconsciente coletivo é herdado. Trata-se de um conjunto de pensamentos, sentimentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.

É no inconsciente coletivo que encontramos os Arquétipos.

E o que são os Arquétipos?

Jung percebeu que há forças altamente ordenadas e potentes que se manifestam nos padrões de comportamento do ser humano.

Ele denominou essas forças de “arquétipos”. A palavra arquétipo deriva do grego e pode ser dividida em dois termos, o “arché” (ἀρχή) significando “principal” ou “princípio” e “tipós” (τύπος) que quer dizer “impressão” ou “marca”.

Assim, pode-se dizer que essa expressão se refere a algo que tem uma marca desde o princípio, ou seja, que arquétipo é o mesmo que antigas impressões sobre determinadas coisas.

Os Arquétipos são possibilidades herdadas, como formas instintivas de pensar, que ganham consistência com as nossas experiências pessoais.

É um concentrado de energia psíquica que vai tomando forma através da imagem arquetípica. Surgem em forma pura nos contos de fadas, nos mitos, nas lendas e no folclore.

Sendo assim, o ser humano nasce com muitas predisposições para pensar, entender, sentir e agir de determinada forma. Arquétipos são imagens que cada pessoa herda e acessa no inconsciente coletivo. A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém, sente uma predisposição para reagir ao mundo da forma que seus ancestrais faziam.

Por exemplo, o medo de cobras pode ser transmitido através do inconsciente coletivo, criando uma predisposição para que a pessoa tenha medo destes animais. No primeiro contato com uma cobra, a pessoa pode ficar aterrorizada, sem nunca ter tido uma experiência pessoal que justificasse tal medo, porque ele deriva do pavor que há no inconsciente coletivo.

E como eles atuam em nós?

Os Arquétipos se comunicam conosco indiretamente através de símbolos.

Os símbolos atuam em nosso cérebro, através da produção de neurotransmissores (dopamina, serotonina, endorfinas ,acetilcolina, noradrenalina, etc..)

Os neurotransmissores, por sua vez, produzem emoções, sentimentos e comportamentos em nós.

Por exemplo, quando vemos uma águia, seja pessoalmente, em um documentário ou mesmo a imagem deste animal em uma gravura, ela causa em nós um efeito emocional, pois ela é o símbolo de Arquétipos de Poder, Força, Resistência, Superação e Visão. A águia estimula a produção de dopamina (neurotransmissor) em nosso cérebro e isso provoca em nós elevada autoestima, comportamento proativo, e consequentemente, leva à prosperidade e realização.

Os Arquétipos são universais, mas sua aplicação é individual. Cada indivíduo tem livre-arbítrio e um histórico pessoal; assim, a interação com eles ganha uma nuance própria.

O mais importante é se atentar para o fato de que Arquétipos não são uma brincadeira inconsequente. A aplicação dessa força, seja na vida pessoal ou nos negócios, deve ser feita de modo consciente e levando-se em consideração que está se lidando com energias primordiais que moldam o Universo. Uma vez ativadas em nós, vão querer se expressar mais cedo ou mais tarde, não importa a resistência que se coloca para abafá-las.

Não somos apenas nós que crescemos quando ativamos e a vivenciamos determinado Arquétipo, mas ele também é atualizado e evolui através de nossas experiências. É uma via de mão dupla.

Onde podemos perceber os Arquétipos?

Os Arquétipos podem ser observados indiretamente através de :

  • Imagens

  • Símbolos

  • Sonhos

  • Formas

  • Comportamentos

  • Preferências e aversões

  • Mitos

  • Lendas

  • Contos de fadas

  • Manifestações artísticas

  • Ideias universais

  • Fantasias

  • Delírios individuais e coletivos

  • Manifestações religiosas

Os arquétipos existem desde a criação do Universo. Esse conhecimento é usado desde os primórdios por aqueles que detém o poder. Só mais recentemente a cerca de 100 anos, foi organizado e divulgado ao grande público por grande pensadores.

Os pioneiros

Quem deseja se aprofundar no tema Arquétipos, deve conferir a obra de alguns pensadores,os quais considero pilares para a compreensão do assunto.

Cada um deles, com sua visão de mundo, contribuiu para desenvolver o tema, esclarecendo algo que naturalmente é muito complexo. Para tal, usaram um misto de lógica, sentimento e alma, revelando a nós parte da beleza do mundo arquetípico, mundo esse que é a nossa própria vida, que é o próprio Universo.

Como homens à frente de seu tempo, permanecem incompreendidos por muitos, até os dias de hoje.

São eles:

PLATÃO (428 a.C- 348 a.C.): o filósofo grego propunha que por detrás de nossa realidade material (concreta) existe uma realidade não-material, abstrata: o Mundo das Ideias.

No Mundo das Ideias de Platão, existiriam todas as ideias primordiais, ou seja, as ideias que dão origem a tudo que existe, como se fossem uma forma , um molde.

Por exemplo, para construir uma casa usamos como base a planta que um arquiteto criou. E essa planta nasceu de uma ideia.

Para Platão, essas ideias primordiais são perfeitas e eternas.

Há também o mundo dos sentidos, este em que vivemos. Este seria uma cópia do primeiro.

No entanto, por ser uma cópia, ela estaria sujeita ao erro e por isso, não seria perfeita. Além do que não seria eterna, por ter um tempo de duração determinado.

Se no mundo dos sentidos tudo está sujeito ao erro, logo, o conhecimento verdadeiro se encontraria no Mundo das Ideias.

” Uma vida não questionada não merece ser vivida”.(Platão)

CARL G. JUNG (1875-1961): psiquiatra e psicoterapeuta suíço que fundou a psicologia analítica.

Jung, em sua extensa obra, descreveu os tipos de personalidades, arquétipos, inconsciente coletivo. Usou outros conhecimentos como alquimia, antropologia e mitologia como forma de trabalhar a psiquê e atingir o que ele chamou de individuação.

A individuação é um processo que o ser humano realiza no transcorrer de sua vida no sentido de se tornar um ser completo, algo que nasceu para ser, ou seja, há no ser humano uma potencialidade inata para a completude, para se tornar um ser total.

Uma analogia do processo de individuação é a lagarta que tem dentro de si a “possibilidade” de tornar-se o que potencialmente é: uma borboleta.

Para Jung, o homem só se torna um ser completo, tranquilo, fértil e feliz quando o seu processo de individuação está realizado, quando consciente e inconsciente aprendem a conviver em paz e completando-se um ao outro.

“Até você se tornar consciente,o inconsciente irá dirigir sua vida e você vai chamá lo de destino”. (Carl G. Jung)

JOSEPH CAMPBELL (1904-1987), mitólogo norte-americano, dedicou sua vida ao estudo dos mitos presentes nas mais diversas culturas humanas.

Sua investigação levou à questão de como tais semelhanças poderiam surgir em culturas separadas pelo espaço e pelo tempo. Assim, como Jung, Joseph Campbell propôs que a razão para tais semelhanças se deve ao fato de que muitos temas e símbolos mitológicos emergem do inconsciente coletivo.

Além da mente que consiste em um inconsciente pessoal, que é composto de elementos retirados da experiência de vida de um indivíduo, o inconsciente coletivo contém elementos ou estruturas cognitivas que evoluíram durante a história humana e, portanto, são comuns a todos.

Essas estruturas cognitivas evoluídas da nossa psiquê, que Jung chamou de Arquétipos, não podem ser observadas diretamente, mas manifestam várias imagens ou padrões simbólicos que formam a base de muitos mitos – explicando como mitos semelhantes podem surgir em culturas separadas por centenas ou milhares de anos.

Como manifestações das camadas mais profundas do inconsciente, os mitos revelam verdades atemporais sobre os anseios, medos e aspirações comuns a todos os indivíduos.

“Na caverna que você tem medo de entrar está o tesouro que você procura”. (Joseph Campbell)

JAMES HILLMAN (1926 -2011 ), psicólogo americano, criador do movimento chamado psicologia arquetípica, uma psicologia que propõe o resgate da alma.

A psicologia arquetípica nos ensina que existe um “deus” (Arquétipo) em cada perspectiva,em cada posição assumida por nós.

Hillman dizia que estamos sempre envolvidos dentro de uma fantasia arquetípica e vivendo um mito.

Que nascemos com uma determinada vocação ou missão,regida por um Arquétipo. Ao seguirmos essa vocação, nos realizamos.

“Mais cedo ou mais tarde, alguma coisa parece nos chamar para um caminho específico. Essa ‘coisa’ pode ser lembrada como um momento marcante na infância, quando uma urgência inexplicável, um fascínio, uma estranha reviravolta dos acontecimentos teve a força de uma anunciação: isso é o que devo fazer, isso é o que preciso ter. Isso é o que sou.” (James Hillman)

Por que trabalhar com os Arquétipos?

É impossível saber quem realmente somos, se não entendermos os Arquétipos, e mais especificamente, os nossos arquétipos regentes, pois eles são as lentes por meio das quais vemos a nós mesmos e ao mundo.

Além de tomar consciência de qual ou quais arquétipos mais nos influenciam, é importante saber como eles se expressam em nossa vida.

Podemos usar o magnetismo próprio de cada um dos Arquétipos para nos ajudar a dar vazão a quem realmente somos, e não a quem a sociedade quer nos transformar. Essa interação consciente e plena nos possibilita ser mais autênticos, independentes e livres.

Os Arquétipos são consciências emanadas pela Consciência Cósmica, assim como cada um de nós, e se comunicam conosco principalmente através da linguagem dos símbolos e dos mitos. Formam o vocabulário da intuição e quanto mais familiarizados estivermos com eles, mais claramente entenderemos nossa própria intuição, aquela voz interior que nos diz o melhor caminho a seguir.

Por isso, os Arquétipos podem ser considerados a chave para nosso poder pessoal.

Os Arquétipos nos transmitem informações visuais, emocionais, racionais e míticas.

Embora sejam símbolos coletivos compartilhados por todas as culturas, eles também podem nos nos transmitir mensagens individuais, como os padrões arquetípicos pessoais, que são os pilares de crenças, impulsos, motivações e ações que organizam e impulsionam todos os nossos relacionamentos.

Ao descobrir quais Arquétipos regem sua vida, você entra no âmago do seu ser. Quando os ativa em si, passa a ter acesso a padrões universais de energia e informação, que tem a capacidade de expandir sua consciência e impulsionar sua evolução, tanto no campo material quanto espiritual.

Ao identificar e explorar os próprios padrões arquetípicos, você compreende melhor quem você é e porque se comporta de determinada maneira, podendo lapidar os comportamentos que lhe são favoráveis e mudar aqueles que não mais lhe servem.

A identificação arquetípica começa cedo, na infância. Os adultos os vivem inconscientemente, isso se não se interessarem em explorar o assunto como você está fazendo agora ao ler este artigo.

E quais as Sete Portas que os Arquétipos nos abrem?

1) Os arquétipos são fonte de energia e informação que se expressam através de símbolos. Logo, podemos fazer uso de símbolos fortes e positivos na decoração de ambientes e em objetos de uso pessoal, para ativar, por exemplo,energias de prosperidade, sucesso e alegria.

2) O conhecimento sobre os Arquétipos pode melhorar os nossos relacionamentos em todos os níveis (amorosos, familiares, sociedades, parcerias), já que cada pessoa é regida por um Arquétipo que pode ser reconhecido após profunda pesquisa pessoal ou mesmo através de uma ferramenta como o Mapa Arquetípico. Conhecer a influência dos Arquétipos nas pessoas de seu convívio facilita a identificação da visão de mundo, habilidades, dificuldades e comportamentos das mesmas, o que melhora a compreensão e a dinâmica dos relacionamentos.

3) A nível empresarial, podemos influenciar positivamente as pessoas,vender mais e prosperar nos negócios, usando para isso o Design Arquetípico, que é a criação de uma identidade visual para a empresa (logomarcas) baseada no estudo da mesma, dos sócios, dos produtos que se deseja vender, do mercado que se quer atingir, usando-se para isso a força emocional que os Arquétipos têm sobre nós. Afinal, Arquétipos são fatores essenciais em uma boa comunicação.

4) Quando aprendemos a nos comunicar com a riqueza dos conteúdos do nosso inconsciente, através da compreensão dos Arquétipos simbolizados em nossos sonhos, passamos a ter mais equilíbrio psíquico (emocional e mental). Os sonhos estão relacionados tanto à nossa saúde psíquica quanto física. Corpo e psique estão interligados ou, como diz Jung : “A psique e a matéria são aspectos diferentes de um único todo”.

5) Os Arquétipos atuam em nossa psiquê desde o nascimento, ajudando a moldar nossa visão de mundo, revelar nossas habilidades, tendências, pensamentos, sentimentos e comportamentos. Conforme a fase da vida, novos arquétipos são ativados em nós e com isso, vamos mudando também,ganhando sempre mais informação,complexidade cerebral e expansão da consciência. Portanto, conhecer quais os arquétipos que nos influenciam é uma preciosa fonte de autoconhecimento.

6) Arquétipos, como conteúdos inconscientes, podem nos inspirar no dia a dia, dando pistas sobre os melhores caminhos a seguir, seja através dos sonhos, da intuição ou do uso de ferramentas como o Tarot, já que as suas 78 lâminas representam diferentes Arquétipos que podem ser consultados sempre que necessitarmos de uma orientação vinda do próprio mundo interior.

7) Quando reconhecemos quais os Arquétipos que estão ativados em nós, os aceitamos e vivemos plenamente, sem resistência alguma, nos tornamos capazes de expressar o anseio de nossa alma por certas experiências, nesta existência. Honrar nosso dharma é o antídoto para o sofrimento e o caminho de menor resistência para a individuação (psicológica) ou iluminação (espiritual).

E os três personagens do início?

Lembra da Tereza?

Ela não consegue assistir televisão sem depois fazer umas “comprinhas” (geralmente, coisas desnecessárias). Depois, se sente culpada por ter sido tão impulsiva e pelas dívidas que está acumulando.

Tereza está sendo influenciada por um marketing que usa os Arquétipos de forma inapropriada,através de mensagens subliminares, que provocam nela o desejo de consumir o que não necessita.

Kadu é o centro das atenções. Isso porque vive o Arquétipo do Amante, que o torna uma pessoa carismática, sociável e sedutora. Isso emana dele, é algo natural, e sua namorada fica enciumada por não compreender que Kadu não faz por mal, só está expressando sua natureza.

Já o Antônio passou uma vida inteira de frustração como engenheiro, porque não deu vazão ao Arquétipo do Artista que lhe regia. A energia que colocou ao longo dos anos para abafar essa influência, acabou lhe causando a doença que vive agora na aposentadoria.

O conhecimento sobre os Arquétipos poderia ter evitado os contratempos na vida dos três personagens.

E quanto a você, sabe qual Arquétipo mais influencia sua vida?

Se deseja receber mais informações sobre esse tema, se inscreva para receber conteúdos em primeira mão.

Se quiser fazer seu Mapa Arquetípico, escreva para contato@artetipos.com (é assim mesmo que se escreve!)

Abraços fraternos,

Mabel Cristina Dias.

Referências bibliográficas:

O Homem e seus Símbolos (Carl G. Jung)

Os Arquétipos e o Inconsciente Coletivo (Carl G. Jung)

Psicologia Arquetípica (James Hillman)

O Poder do Mito (Joseph Campbell)

Marketing e Arquétipos (Hélio Couto)

Arquétipos (Caroline Myss)

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