Comunicação Política

Bolsonaro chantagista: a mídia se cala; a internet “bomba”

 

Os jornais mantêm absoluto silêncio sobre a baixaria chantagista de Jair Bolsonaro, afirmando – com espertezas tolas e covardes – que um ministro do Supremo Tribunal estaria sendo chantageado por suposto vídeo de conteúdo sexual.

Talvez achem sórdido o tema, mas o que é sórdido é um presidente da República ir às redes sociais fazer este tipo de nojeira.

O assunto, entretanto, está “bombando” nas redes sociais, ate porque o bolsonarismo investe com seus robôs, espalhando a falsidade como verdade.

A mídia perdeu, com a internet, o monopólio de escolher aquilo que a sociedade vai ou não ter notícia e, portanto, usar no seu processo de formação de opinião.

O que lhe deveria restar é ajudar neste processo, fazendo a crítica – e, neste caso, o repúdio indignado – a um chefe de Estado que usa seu cargo para investir não apenas contra a honra e a intimidade alheia quanto, sobretudo, contra a Corte Suprema do país.

Isso não é da esfera privada, é a corrupção da vida pública.

Este blog não publicou uma linha, palavra ou tetra sobre um caso morlista sobre a ministra Damares Alves, publicado numa grande revista, por isso não dizer respeito a decisões públicas. Não é o mesmo neste caso, onde se diz que ecisões judiciais são afetas. Isso não é privado, definitivamente.

Jair Bolsonaro tem de ser intimado a explicar-se, oferecer provas ou a ser responsabilizado por isso.

E não se diga que não é possível, por que não nomina quem sejam os supostos chantagista e chantageado.

O caso aí é outro, o da lei que define os crimes contra a probidade administrativa, passíveis da pena de perda do cargo, com inabilitação, até cinco anos, para o exercício de qualquer função pública.

Está claríssimo no item 7 do Art. 9º da Lei 1.079/50: proceder de modo incompatível com a dignidade, a honra e o decoro do cargo.

Verdade que Jair Bolsonaro e indecoroso 24 horas por dia, sete dias por semana, 365 dias por ano. Mas, desta vez, passou de todos os limites.

Se não houver consequências, passará mais , e mais, e mais.

Não mostrar a caixa de esgotos em que se transformou o governo deste país não vai contribuir para saneá-lo.