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Durante abordagem, Polícia Militar mata médico na Asa Sul

PMDF/DIVULGAÇÃO

Soldado deu um tiro de carabina que acertou a vítima. Bombeiros constataram a morte no local

PMDF/DIVULGAÇÃO

O médico endocrinologista Luiz Augusto Rodrigues, de 45 anos, foi morto pela Polícia Militar durante uma abordagem na madrugada desta quinta-feira (28/11/2019), na 314/315 Sul. A ocorrência é apurada pela 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul).

De acordo com informações preliminares, os militares viram dois homens em atitude suspeita. Eles estavam em frente ao Teatro dos Bancários, perto de uma caminhonete.

Os policiais deram voz de abordagem e, segundo os relatos da corporação, um dos homens sacou uma arma e apontou para os PMs. Um soldado reagiu e fez um disparo que acertou o médico. A vítima estava desarmada. O homem que estava com o endocrinologista é um policial militar reformado e portava uma arma calibre .38.

O tiro que atingiu Luiz Augusto foi efetuado com uma carabina, da Imbel, calibre 5.56. O Corpo de Bombeiros foi acionado e constatou a morte no local, segundo os socorrista, o homem foi atingido na cabeça. O soldado se apresentou na 1ª DP e, por isso, não foi preso em flagrante.

NATHÁLIA CARDIM/METRÓPOLESNATHÁLIA CARDIM/METRÓPOLESNathália Cardim/Metrópoles
Local onde o médico morreu

O caso é apurado pela Polícia Civil. Por meio de nota, a Polícia Militar afirmou que o tiro foi dado “diante do risco iminente”. Afirmou ainda que “os policiais não tiveram alternativa e efetuaram dois disparos que atingiu um dos homens”.

Vítima assistia jogo
Segundo testemunhas, antes da morte, Luiz Augusto Rodrigues assistia a partida do Flamengo contra o Ceará pelo Campeonato Brasileiro. Estava no Bar e Restaurante Cabana.

Um vigilante afirmou ao Metrópoles que o médico era cliente assíduo do estabelecimento. “Quando estava indo embora, foi abordado por uma equipe da PMDF e só deu para escutar o tiro”, lembrou o funcionário que pediu para não ser identificado.

Um chaveiro que trabalha na quadra relatou que o médico era simpático e sempre tratava a todos com cortesia. “Tinha o costume de sair do plantão, no Setor Hospitalar, e passar aqui onde se reunia com outros amigos. Costumava falar que tinha cumprido as tarefas do dia e queria espairecer”, acrescentou.

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