Política

PSOL discute aliança inédita com o PT nas eleições presidenciais de 2022 e pode apoiar Lula no 1º turno

(Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados | 247)

O PSOL apoiaria o PT logo no primeiro turno diante da gravidade do momento político do Brasil. O presidente do partido, Juliano Medeiros, apoia a medida, mas setores da legenda defendem lançar candidatura própria. O Congresso do PSOL será nos dias 25 e 26 de setembro

 

 

247 – O PSOL discute uma aliança inédita com o PT nas eleições presidenciais de 2022. Seria a primeira vez que a legenda estaria sem candidato próprio para presidente. O PSOL apoiaria o PT logo no primeiro turno diante da “gravidade do momento político do Brasil”, segundo o Estadão/Broadcast Político.

O portal informou, no entanto, que o partido enfrenta resistências internas. Algumas correntes do PSOL defendem lançar candidato próprio. O principal nome cotado é o deputado federal Glauber Braga.

O Congresso do PSOL está marcado para 25 e 26 de setembro. O evento vai definir a  tática eleitoral do partido.

 

O presidente do partido, Juliano Medeiros, defende a aliança com o PT, que deve lançar o ex-presidente Lula como candidato. Ele é da ala majoritária do PSOL, da corrente Primavera Socialista.

Já o Movimento de Esquerda Socialista (MES), que reúne Luciana Genro (ex-candidata à presidência e deputada estadual no Rio Grande do Sul), os deputados federais Davi Miranda, Fernanda Melchionna e Sâmia Bomfim, assim como Mônica Seixas (da Bancada Ativista da Alesp), entre outros parlamentares, lidera a defesa da candidatura própria, do deputado Glauber Braga.

Medeiros se reuniu recentemente com o ex-presidente Lula em São Paulo. O PSOL coloca como uma das condições para apoiar o PT no primeiro turno uma política econômica que revogue o teto de gastos imposto pelo governo golpista de Michel Temer.

Ao Broadcast Político, o presidente do PSOL colocou que “é uma possibilidade considerando a gravidade do momento do Brasil e vai levar em conta aspectos programáticos, arco de aliança e possíveis acordos eleitorais nos estados que sejam de interesse do PSOL”.

Já Fernanda Melchionna, que defende uma candidatura própria do PSOL, criticou a “conciliação de classes” do PT e os acenos de Lula ao empresariado.

Entre as prioridades, a parlamentar cita a taxação de grandes fortunas, auditoria da dívida pública e “um programa de esquerda que não aceite políticas de conciliação de classes ou seja alianças com partidos da burguesia.”