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Saúde participa de evento pelo fim da violência contra mulheres

Secretaria vai implementar o formulário de Estratificação de Risco e reforçar o uso do Violentômetro

AGÊNCIA BRASÍLIA *
No primeiro semestre deste ano, Secretaria de Saúde notificou 824 casos de violência física contra pessoas do sexo feminino. Foto: Mariana Raphael/Arquivo/Saúde

A violência contra a mulher é um tema que ainda precisa ser debatido pela sociedade. Para estimular a reflexão sobre este assunto, teve início, nessa segunda-feira (25), a campanha anual 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

O sistema de saúde tem papel preponderante na atenção a mulheres em situação de violência, pois, frequentemente, é primeiro ponto de contato das vítimas com a rede de enfrentamento à violência. Por isso, os profissionais de saúde, na Atenção Primária, Secundária e Terciaria devem estar preparados para avaliar e gerenciar riscos, com vistas à proteção das mulheres e prevenção de feminicídios.

“Os profissionais de saúde devem saber identificar sinais de uma possível relação abusiva, que, em geral, começa com eventos muito naturais na nossa sociedade, como ciúme excessivo, ameaças, violência psicológica. Os profissionais de saúde devem estar aptos a identificar os sinais de violência doméstica e também o risco de feminicídio, levando em consideração fatores sociais, circunstanciais e emocionais da mulher”, destaca a chefe do Núcleo de Estudos, Prevenção e Atenção às Violências, Elizabeth Maulaz.

Este é o segundo ano de mobilização da Secretaria de Saúde, que vai implementar o Formulário de Estratificação de Risco em alguns equipamentos e equipes da rede e também reforçar o uso do Violentômetro (projeto nascido no México para combater a violência doméstica) nas unidades de saúde. Com um formato semelhante a uma régua de papel, o medidor da agressividade nas relações identifica comportamentos menos graves ou muito graves, cuja permissividade e escalada fazem aumentar o risco da gravidade dos episódios de violência contra mulheres.

“Com o objetivo de desenvolver uma intervenção de prevenção desses comportamentos, este instrumento possibilita um processo de investigação cujo objetivo é identificar comportamentos violentos cotidianos, alertar sobre eles e evidenciar o risco a que se expõem mulheres e homens”, explica Elizabeth Maulaz.

Rede
Toda a rede pública de saúde está apta a identificar, acolher, notificar e atender as pessoas em situação de violência. Porém, o Centro de Especialidades para Atenção às Pessoas em Situação de Violência Sexual, Familiar e Doméstica (Cepav), antigo PAV, tem assistência mais específica, contando com 18 unidades nas sete regiões de saúde do DF.

No primeiro semestre deste ano, a Secretaria de Saúde notificou 824 casos de violência física contra pessoas do sexo feminino.  As notificações são provenientes de toda a rede da Saúde.

Campanha
A campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres é uma mobilização anual, praticada simultaneamente por diversos atores da sociedade civil e poder público engajados nesse enfrentamento. Desde 1991, já conquistou a adesão de 160 países.

No DF, haverá programação durante os 16 dias. Entre esta terça-feira (26) até sexta-feira (29), será feita uma mobilização com usuários e servidores, a partir da distribuição de materiais nas salas de espera de emergências. A mesma ação será feita com mulheres nas salas de espera de hospitais e policlínicas, entre os dias 3 e 6 de dezembro.

*Com informações da Secretaria de Saúde

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