Cidade GDF Saúde

A orquestra e o maestro

Ainda ontem, (10/06) o Distrito Federal registrou 19 mortes coronavírus. Um recorde de mortes  para a nossa cidade. Mas parece que a frase “E daí” está em vigor no DF, ou pelo menos em parte, ou não, talvez sim…

É o que se chama de “samba do crioulo doido”. Mas não é que as Incongruência do chefe do Planalto  chegou ao Buriti?

O que vivemos, enquanto planeta nos diz claramente que o “coronavírus” não respeita fronteiras, nem classes sociais, que a guerra é de todos, embora as armas de alguns sejam diferentes, notório é,  que há perdas em todo lugar em toda classe social ( nesse caso, a mais pobre é a que mais perde), em toda raça em todas as idades e regiões.

No início da semana em curso as Regiões Administrativas de Ceilândia, Pôr do Sol/Sol Nascente e Estrutural receberam determinação do Governo do Distrito Federal para fecharem seus comércios,  desde a segunda-feira até a quarta-feira. A população não entendeu e/ou não atendeu. Durante o período, lojas estavam abertas, ou pelo menos boa parte delas, e, as pessoas transitavam normalmente pelas  ruas e avenidas. Explico:

Ao mesmo tempo em  que manda fechar aqui,  sua excelência o GDF,  manda abrir acolá. Não resiste às pressões dos empresários e quiçá, do Planalto.  Chora o chefe do executivo ao receber parte da população lhe pedindo ajuda. E ele atende. Busca satisfazer  a políticos, empresários, trabalhadores… E ao final desagrada a gregos e troianos.

Fechar comércio em algumas RAs e abrir shopping em outras, embora não seja, acredito eu pelo que já vi do nosso governador, parece ser discriminatório. Mas já falam isso.  Embora tenha havido um suicídio na Estrutural, este lamentável fato, não deve ser  justificativa para abrir e promover “avenidas” do lazer e causar ainda mais mortes.  As pessoas circulam pela cidade em busca de trabalho, mas também de lazer.

No início da pandemia, nosso governador foi enérgico, rápido, mostrou autoridade e colocou a população em casa. O povo em sua grande maioria atendeu. Viramos exemplo, sinônimo de eficiência e zelo com a nossa gente. Mas durou pouco. Após reuniões de Ibaneis Rocha , com Bolsonaro,  somadas com as visitas do “capitão cloroquina” como falam alguns, a Asa Norte, Ceilândia e seus passeios… Começaram os nativos a sair da toca. E aí foi perdendo a graça e importância ficar em casa. Se ele vai, eu vou. “Eu não sou de esquerda, sigo o  Mito”, “Faço o que ele diz e faz”, e o nosso governante-mor, apenas observa. E parecendo impotente,  vê a cada dia, aumentar o número de contaminados e de mortos.

Muitas lágrimas, espero que não, terá Ibaneis Rocha a chorar, junto com familiares dos inúmeros mortos, que comporão as estatísticas do ministério daquele que tendo a obrigação de cuidar do seu povo e de sua gente, em desprezo por aqueles que tombam, simplesmente diz “E daí?”

E o nosso governador que tantos elogios recebeu, fica agora dividido e tomando decisões contraditórias. Sofrendo, sim, Ibaneis  sofre ao assistir tudo isso , posto que é um homem sensível às dores humanas. Mas …

A proximidade entre o Planalto e o Buriti tem aumentado ou diminuído as nossas perdas humanas?

Será necessário repetir à exaustão que “A banda toca de acordo com o maestro”?

Quantos mandatos valem uma vida? Ou quantas vidas valem um mandato?

Nossa homenagem musical: