Abusos Política

A raposa tomando conta do galinheiro

Eleito, quais seriam as armas de Moro para permanecer no poder?

 

Por Ataíde Santos

 

Sabemos todos que a direita e centro direita brasileira, se é que existe ideologia no Brasil, não tem um mínimo de respeito pelo povo e muito menos o que ousarei chamar de patriotismo. Isso em todas as esferas, paisana, fardada e togada.  Entregam os anéis e os dedos.

Um país em que generais se preocupam mais com o soldo do que com a soberania nacional, certamente algo errado tem. Onde um parlamento tem um presidente se que mostra indiferente a mais de uma centena de pedidos de impeachment do chefe da nação que está sendo destruído a olhos vistos e ou ainda onde um judiciário em que sua corte maior passa a ser pautada por um juiz de primeira instância, algo de podre existe nesse reino dinamarquês.

Temos visto e ouvido a cansar os ouvidos e desgastar o que ainda resta de esperança, que ainda haja um jeito de salvar essa nação dos desmandos, descasos, escândalos praticados dentro e fora de nossas fronteiras. Do verdadeiro oba-oba com o dinheiro público em viagens nacionais e internacionais de servidores e não servidores em numerosas comitivas em viagens que de nada servem a nação; mas sim aos seus mandatários  ávidos  em se assenhorar de toda e qualquer  soma que lhes sejam destinadas em diárias.

Tomamos conhecimento de autoridades, cujos procederes em exercício de suas funções, lhe recomendam alguns dias na cadeia, buscarem ferozmente um jeito de se filiar a um partido qualquer para se candidatarem a um cargo que lhe confira imunidade e possam postergar sua prestação de contas com a justiça ou o que resta dela.

Mas… Desde quando ainda era travestido de senhor da justiça, e ainda antes de negociar com Jair Bolsonaro sua ida para o executivo onde sonhou dominar ainda mais o país, o ex-juiz e ex-ministro de Bolsonaro, Sérgio Moro foi convencido que era possível sua eleição para presidente do Brasil. Onde do alto do trono no Planalto, poderia mandar, ou melhor, desmandar ao seu bel prazer, bastando para isso ungir criminosos, como fez ao hoje ministro Ônix, e ou condenar inocentes como fez com o ex-presidente Lula.

Sabemos ainda que esta figura, destruidora da nação, que sob a toga, ainda que na primeira instância, conseguiu quebrar empresas tidas como as maiores do mundo, prender pessoas até que confessassem crimes de terceiros, ainda está à solta e buscando parcerias para completar o serviço de transformar o Brasil, não numa cuba ou Venezuela, onde apesar dos embargos sofridos, ao povo ainda resta à dignidade, mas em um Haiti ou um Afeganistão. Absolutas terras arrasadas.

Gasto o que ainda me resta de neurônios a me perguntar: O que será de nosso povo se Sérgio Moro chegar ao Planalto? O que farão as autoridades que se lhe opuserem, posto que imagino o arsenal de informações que detém esse senhor desprovido de qualquer senso de moral e patriotismo?  Como agirão seus comparsas ainda no judiciário, Ministério Público, Polícia Federal e demais órgãos aonde os tentáculos pegajosos do ex-ministro chegou, ou ainda pode chegar? Aí sim com certeza teremos uma ditadura. Ditadura entreguista, até só nos restar (?) a terra seca, infértil, onde predominará a miséria, a morte e a fome. E para alguns a certeza que poderia ser diferente…

Mas, ainda há tempo. Resta tempo ainda para defenestrar do poder e colocar na cadeia, famílias inteiras de sugadores do sangue do povo. Prender pseudos religiosos que desdenham da ignorância do povo, usando livros sagradas para tirar desses sedentos de justiça o que lhes resta, mesmo os últimos grãos que lhes mitigariam a fome. De jogar nos cárceres os bajuladores, os aduladores que sombreados pelos que ainda estão no poder, praticam em seus nomes, crimes diversos em troca das migalhas que lhe são jogadas como paga pelo serviço vil praticado contra seus irmãos.

Ainda dá tempo de pensar e perceber que se, pouco tempo antes, tínhamos orgulho de sermos brasileiros, de ser respeitado mundo afora. Tínhamos o que comer, tínhamos, educação, saúde, alegria e esperança num futuro cada vez melhor para nós e nossos descendentes. Tudo isso pode voltar. Basta que pensemos com nossas cabeças e não com a cabeça de jornalistas famosos a serviços do ”mercado” destruidor de vidas.

Quero por fim, parafrasear um anônimo das redes sociais que sabiamente disse: “Não quero uma terceira via. Quero uma terceira vez”.