GDF JUSTIÇA Política

Ateus e não cristãos discordam da construção do Museu da Bíblia

REPRODUÇÃO / GDF

Segundo o Wikipédia:  (do Latim fide)[1] é a adesão de forma incondicional a uma hipótese que a pessoa passa a considerar como sendo uma verdade[2] sem qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, pela absoluta confiança que se deposita nesta ideia ou fonte de transmissão.

A Constituição Federal consagra como direito fundamental a liberdade de religião, prescrevendo que o Brasil é um país laico, ou seja, nosso Estado não pode adotar, incentivar ou promover qualquer deus ou religião, embora propicie a seus cidadãos uma perfeita compreensão religiosa, tanto para quem acredita em deus(es) …

As informações acima são óbvias ao afirmar que o estado não pode gastar o dinheiro de todos para a satisfação de parte da população. Como dito mais logo abaixo na matéria do portal Metrópoles, que replico mais abaixo, “com esses R$ 80 milhões, o GDF poderia construir milhares de casas populares, postos de saúde, hospitais, creches e etc”

Querer impor sua fé a terceiros é como querer que o outro goste da cor que eu acredito ser a mais bonita. Fé é pessoal e não é papel do estado fomentar qualquer religião.

Somado a isso, vimos nos últimos dias a força que grupo de religiosos que impuseram ao presidente Bolsonaro o perdão da dívida de mais de R$ 1 bilhão das principais redes “religiosas”. O que não dá pra construir com esse bilhão?

Que a maioria dos políticos se tornaram refém de pastores é notório, ou então são eles próprios   os políticos que legislam em causa própria, óbvio usando o nome de deus, qual deles eu não sei. Agora acho que não é o momento desse gasto. Nem agora nem nunca. Que os interessados arquem com o custo, não o estado em detrimento da fome do povo.

Leia a matéria completa

 

Ateus questionam e Justiça dá 5 dias para GDF explicar Museu da Bíblia

Uma ação civil pública impetrada pela Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos tenta impedir que recursos públicos sejam usados na obra

 

OTribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) determinou que o Governo do Distrito Federal (GDF) explique, em até cinco dias, a decisão de construir o Museu da Bíblia no canteiro central do Eixo Monumental, nas proximidades do Setor Sudoeste. A estimativa é que a obra consuma R$ 80 milhões de emendas parlamentares.

A decisão acolhe em parte a ação civil pública impetrada pela Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea), que questiona o uso de recursos públicos e ainda a doação de um terreno de 10 mil metros quadrados para o monumento.

“É uma afronta ao povo do Distrito Federal e ao povo brasileiro que sejam destinadas vultuosas quantias de dinheiro público, além de um terreno, para atender interesses privados de segmentos religiosos e que possui poder e influência junto ao GDF e ao Congresso Nacional”, escreve a associação na peça.

Ainda segundo a ação,atendendo toda a população, não apenas os ‘fiéis’ de determinadas crenças religiosas, ainda que majoritárias no espectro brasileiro, ressaltando que não é papel do Estado construir monumentos religiosos, em razão de manifesta vedação constitucional”.

Suspensão e multa

A associação pede, liminarmente, a suspensão da obras, bem como de todos os procedimentos administrativos e licitatórios da construção do Museu da Bíblia, sob pena de multa diária de R$ 80 mil, o equivalente a 0,1% do valor estimado da obra.

Na decisão do juiz Paulo Afonso Cavichioli Carmona, na 7ª Vara de Fazenda Pública de Brasília, “tendo em vista a natureza e importância da controvérsia posta nesta ação civil pública, tenho por bem ouvir os réus antes de apreciar a providência liminar requerida pela parte autora. Desse modo, notifiquem-se os réus para que tomem ciência desta decisão e prestem as informações pertinentes, no prazo de 05 (cinco) dias”, escreveu.

O magistrado também pediu que o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se manifeste no mesmo prazo quanto ao pedido de tutela de urgência postulada. “Com ou sem as informações, venham os autos imediatamente conclusos para análise do pedido de tutela de urgência”.

A coluna procurou a Procuradoria-Geral do Distrito Federal (PGDF), que afirmou já ter sido notificada pela Justiça sobre o pedido.

Veja fotos da obra e trecho da ação da Atea:

PUBLICIDADE