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Atual e ex-secretário de comunicação do DF brigam nas redes

Um tuíte do ex-secretário de comunicação do DF Hélio Doyle provocou o atual chefe da pasta, Weligton Moraes, que respondeu

 

O atual secretário de comunicação do Distrito Federal, Weligton Moraes, e o ex-secretário de comunicação da capital Hélio Doyle trocaram acusações por meio de notas oficiais. A briga começou após Doyle publicar em seu Twitter uma crítica ao atual governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).

No post, o jornalista questionou a ausência do chefe do Executivo local nas comemorações do 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios.

Reprodução/TwitterNota Hélio Doyle

Para responder o tuíte, Weligton Moraes enviou uma nota em grupos de Whatsapp afirmando que a informação não procedia e que o governador Ibaneis estava em Brasília neste 7 de Setembro.

“O Hélio é um oportunista. Ele tem o método de usar dossiês contra governadores que já representou para tentar se cacifar em cargos. Tentou de todas as maneiras fazer parte do governo Ibaneis”, afirmou Moraes ao Metrópoles.

Também procurado pela reportagem, Hélio Doyle afirmou que foi surpreendido com a resposta do secretário a seu tuíte. “Me senti obrigado a responder. O secretário irado deveria nomear os projetos em que diz que atuei como lobista e esclarecer as afirmações mentirosas que faz. Deve ser claro. Nunca pedi a Ibaneis, que conheço desde quando ele era conselheiro da OAB-DF e eu prestava consultoria à entidade, para estar em seu governo”, disse.

“Olá! Pedimos que leia com atenção as palavras do secretário de Comunicação do Distrito Federal, Weligton Moraes:

No jargão dos jornalistas, barriga é o mesmo que fake news: informação errada, maldosa, feita para prejudicar alguém. Foi o que fez ontem o ex-jornalista Hélio Doyle, atual assessor de imprensa de um deputado distrital, ao publicar que o governador Ibaneis Rocha não estava em Brasília durante as manifestações.

O governador está na cidade, acompanhou toda a movimentação na Esplanada dos Ministérios desde a noite de ontem, recebendo informações do Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB). A desinformação do ex-jornalista acabou publicada num site de notícias que sequer se deu ao trabalho de verificar o fato – e bastava um simples telefonema.

O ex-jornalista vem desenvolvendo uma cruzada pessoal contra o governador, desde que teve barrados alguns projetos em que atuava como lobista. Ex-secretário de Cristovam Buarque, defenestrado do cargo por ações nunca suficientemente explicadas, Doyle também trabalhou com Joaquim Roriz e com Rodrigo Rollemberg, revelando sua pele de camaleão, que muda de cor de acordo com a conveniência.

Tentou de todas as maneiras fazer parte do governo Ibaneis, com constantes idas ao Palácio do Buriti, todas registradas pela Casa Militar. Acompanhou empresários e representantes de empresas interessadas em fazer negócios com o governo, que nunca foram para frente por erros, digamos, de origem.

Aliás, o Palácio de Buriti não é apenas motivo de dissabores para Doyle, que saiu expulso pelos três governadores com os quais trabalhou. Ele costumava ser muito bem recompensado por trabalhos não contabilizados num dos gabinetes do primeiro andar. Por essas e outras, Doyle responde a dois processos por calúnia e difamação movidos pelo governador. Afinal, liberdade de imprensa só vale para quem tem responsabilidade.”

Em seguida, o jornalista e ex-secretário de Comunicação do DF, Hélio Doyle, rebateu:

“IBANEIS MANDOU ME ATACAR…
O secretário de Comunicação do governador Ibaneis Rocha recebeu ordens para me atacar ou resolveu tomar as dores de seu chefe incompetente, preguiçoso, mentiroso e negacionista. Só porque eu contei que Ibaneis não estava em Brasília, mas no Piauí, quando a PM permitiu que a Esplanada fosse invadida pelos bolsonaristas.

Ibaneis não estava mesmo em Brasília, pelo menos até 22h. Às 20h, o próprio vice-governador não tinha certeza de que Ibaneis chegaria ainda à noite. E hoje quem foi para a sala de situação do CIOP acompanhar as manifestações foi o vice, embora Ibaneis tivesse voltado a Brasília. Não é à toa que digo que é preguiçoso.

O secretário me chama de ex-jornalista, talvez para me igualar a ele. Sou jornalista, conselheiro da ABI e seu diretor em Brasília. Exerço a atividade jornalística rotineiramente. Mas não sou assessor de imprensa de um deputado distrital, como diz. Poderia ser, mas exerço, no gabinete do deputado Leandro Grass, outras funções.

O secretário irado deveria nomear os projetos em que diz que atuei como lobista e esclarecer as afirmações mentirosas que faz. Deve ser claro. Nunca pedi a Ibaneis, que conheço desde quando ele era conselheiro da OAB-DF e eu prestava consultoria à entidade, para estar em seu governo. Tínhamos, até o início da pandemia, uma relação distante mas cordial, e ele sempre soube de minhas atividades privadas e de meu desinteresse em participar do governo.

Passei a criticar exacerbadamente o governador quando ele assumiu postura negacionista e criminosa em relação à pandemia e aderiu às teses bolsonaristas. Fiz as críticas pessoalmente, por whatsapp, e ele me bloqueou. Diga-se de passagem, pela segunda vez: a primeira foi quando o critiquei, no Metrópoles, por estar nomeando notórios corruptos para seu governo. Algum tempo depois me desbloqueou a pedido de um amigo comum.

Fui secretário, sim, de Cristovam, Roriz e Rollemberg. O único que me demitiu, embora negue que o tenha feito, foi Cristovam. Dos outros governos, saí por vontade própria e sem conflito. Essas histórias estou contando no “Papo com Hélio Doyle”, transmitido pelo expresso61.com.br. Vou lembrar, inclusive, que quando me chamou para cuidar da publicidade, Roriz me disse para acabar com a enorme corrupção que havia lá, senão o TSE poderia cassar seu mandato.

Aliás, contei essa história a Ibaneis, antes do segundo turno, quando ele me revelou, pedindo que não publicasse, que o secretário de comunicação seria Bartolomeu Rodrigues, não havendo hipótese de ser Weligton Morais. Algo o fez mudar de ideia.

Não retiro uma só de minhas críticas ao péssimo governador e não me intimidarei com processos. Aliás, só sabia de um, em que ele pede indenização de 50 mil reais. O secretário fala em dois, vou aguardar a notificação.
Continuarei criticando Ibaneis e seu desgoverno, que tanto mal faz ao Distrito Federal. Calúnias e intrigas são respostas de quem não tem argumentos”.