Política Segurança

Citado pelo Fantástico, homem que apontou arma por não querer usar máscara é bolsonarista

Bernardo Santos Carmo, ao ser questionado por repórter sobre seu ato, perguntou “em que lugar está escrito” que a forma correta de usar máscara é cobrindo a boca e o nariz

O Fantástico, da Globo, veiculou em sua edição deste domingo (20) uma matéria em que repercute as agressões e atos de violência de pessoas que não respeitam o uso obrigatório de máscara. Um dos casos citados foi o de um homem que apontou uma arma para um funcionário de uma loja do Shopping Vitória, no Espírito Santo, após o atendente solicitar que ele usasse a máscara de forma correta, já que ele usava a proteção abaixo do nariz.

Segundo o programa da Globo, o homem foi identificado como Bernardo Santos Carmo. Ele foi contatado pela reportagem, via telefone, e alegou que tinha uma arma de airsoft, e não uma arma de fogo. E que a apontou porque estaria “quase sendo linchado”.

Assim que o nome do homem foi citado na matéria do Fantástico, internautas começaram a buscar seus perfis nas redes sociais. Pelas fotos, é possível constatar que Carmo é bolsonarista, já que tem inúmeras fotos que fazem referência ao presidente Jair Bolsonaro.

“Não tinha dúvidas mas fui atrás só para confirmar. Esse é o tal Bernardo Santos Carmo que acaba de aparecer na reportagem do @showdavida. Ele é acusado de apontar uma arma para o funcionário de uma loja que exigiu o uso correto da máscara. Nunca falha!”, escreveu Bruno Melo, âncora da rádio CBN, ao divulgar uma foto do homem com uma imagem alusiva à campanha de Bolsonaro.

Em seus perfis no Instagram e Facebook, Carmo se diz médico psiquiatr e exibe, além da divulgada por Bruno Melo, outras fotos com referência a Bolsonaro, que também é contra o uso de máscaras.

Questionado pela reportagem do Fantástico se estava usando a máscara da forma correta quando apontou a arma de airsoft para o atendente da loja, Carmo perguntou qual seria a maneira certa, ao que o repórter respondeu: “Cobrindo a boca o nariz”. O homem, se fazendo de desentendido, questionou: “Onde está escrito isso?”.