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Coronavírus: GDF bloqueia Passe Livre durante recesso nas escolas e proíbe funcionamento de academias

Estudante aproxima cartão de máquina em ônibus do DF — Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília

Por G1 DF

O Secretário de Transporte e Mobilidade do Distrito Federal Valter Casimiro Silveira, determinou, neste domingo (15), o boqueio dos cartões do Passe Livre Estudantil na capital. A medida entra em vigor nesta segunda-feira (16) e é baseada no decreto do governador Ibaneis Rocha (MDB) que antecipou as férias escolares como medida de prevenção ao novo coronavírus.

 

A determinação vale enquanto durar o recesso escolar e atinge alunos de escolas, universidades e faculdades da rede de ensino pública e privada. Para os estudantes de baixa renda, o governo criou uma espécie de “bolsa alimentação”, enquanto as aulas não voltarem (veja mais abaixo).

Academia de ginástica em imagem de arquivo — Foto: ReproduçãoAcademia de ginástica em imagem de arquivo — Foto: Reprodução

Academia de ginástica em imagem de arquivo — Foto: Reprodução

  • Já as academias de ginástica estão proibidas de funcionar nos próximos 15 dias. “A fiscalização será feita pela Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal – DF LEGAL, que poderá trabalhar em conjunto com os demais órgãos de fiscalização e forças policiais do Governo, por meio da aplicação de suas legislações específicas”, diz o decreto.

Bolsa alimentação

Também neste domingo, alterações no decreto que trata das medidas de emergência contra a pandemia do coronavírus criaram a Bolsa Alimentação Escolar Emergencial. O subsídio pretende garantir a alimentação dos estudantes de baixa renda enquanto as escolas permanecerem fechadas.

“No total, cerca de 70 mil famílias receberão o benefício”, diz o GDF

“Os alunos que fizerem as três refeições na escola terão direito ao valor de R$ 179,10 para os 15 dias de suspensão das aulas”, aponta o documento. Serão beneficiados os estudantes do Programa Bolsa Família.

 

Treinamento de diagnóstico do novo coronavírus na Fiocruz — Foto: Josué Damacena/IOC/FiocruzTreinamento de diagnóstico do novo coronavírus na Fiocruz — Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Treinamento de diagnóstico do novo coronavírus na Fiocruz — Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz

Veja detalhes do decreto

DECRETO DE 40.523, DE 15 DE MARÇO DE 2020

Dispõe sobre a Alimentação Escolar da rede pública de ensino durante a suspensão das aulas para enfrentamento ao COVID-19 e dá outras providências.

O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o art. 100, incisos X e XXVI, da Lei Orgânica do Distrito Federal, e no disposto na Lei Distrital nº 4.601, de 14 de julho de 2014 que institui o Plano pela Superação da Extrema Pobreza no Distrito Federal – “DF sem Miséria”; na Lei nº 6.273, de 19 de fevereiro de 2019, que instituiu o Cartão Material Escolar; e no Decreto n° 40.519, de 14 de março de 2020,

Considerando que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família, e que será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho, na forma do artigo 205 da Constituição da República;

Considerando o pedido da Organização Mundial de Saúde para que os países redobrem o comprometimento contra a pandemia do Novo Coronavírus;

Considerando que a atual situação demanda medidas urgentes de prevenção e, em virtude dessa pandemia, as aulas na rede de ensino pública do Distrito Federal foram suspensas, na forma estabelecida pelos § 1º e § 2º, do inciso III, do artigo 2º, do Decreto no 40.519, de 14 de março de 2020;

Considerando que a suspensão das aulas configura para a família do estudante um fato inesperado, o que exige providência imediata da Secretaria de Estado de Educação, para evitar potenciais prejuízos quanto ao direito à alimentação dos estudantes beneficiários do Programa Bolsa Família, DECRETA:

Art. 1º Os alunos da rede pública de educação, cadastrados e beneficiados no bolsa família, no período de suspensão das aulas continuarão tendo direito à alimentação escolar.

Art. 2º A alimentação escolar para os alunos a que se refere o artigo anterior será disponibilizada à sua família por meio de aporte de idêntico valor em meios de pagamentos disponíveis, conhecidos como CARTÃO MATERIAL ESCOLAR, que viabilizem a aquisição da alimentação no comércio próximo à residência do aluno beneficiado.

Parágrafo único. A transferência de valores para os meios de pagamento citados no caput deste artigo somente será feita aqueles cartões sem disponibilidade de saldo.

Art. 3º O valor de substituição do fornecimento por refeição é de R$ 3,98 (três reais e noventa e oito centavos) e será transferido às famílias conforme situação de cada aluno apurada no cadastro da Secretaria de Educação como segue:

I – alunos que fazem uma refeição na unidade escolar terão direito ao valor de R$ 59,70 (cinquenta e nove reais e setenta centavos) para os quinze dias de suspensão;

II – alunos que fazem duas refeições na unidade escolar terão direito ao valor de R$ 119,40 (cento e dezenove reais e quarenta centavos) para os quinze dias de suspensão;

III – alunos que fazem três refeições na unidade escolar terão direito ao valor de R$ 179,10 (cento e setenta reais e dez centavos) para os quinze dias de suspensão.

Art. 4º Cessando a suspensão, os recursos transferidos e não gastos serão revertidos ao programa específico de alimentação escolar da Secretaria de Estado de Educação.

Art. 5º Os recursos previstos neste Decreto correrão à conta do Tesouro do Distrito Federal.

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