Saúde

Coronavírus: Ministério da Saúde deixa de usar R$ 3,4 bilhões em crédito extraordinário e perde outros R$ 74,7 milhões

Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro durante transmissão ao vivo (Reprodução/Facebook)

Cerca de 3.265 Centros de Atendimento para Enfrentamento à Covid-19 correm sério risco de fechar por falta de recursos

Por Julinho Bittencourt

O Ministério da Saúde não usou R$ 3,4 bilhões, liberados na forma de crédito extraordinário em maio deste ano para o enfrentamento da pandemia da Covid-19, e perdeu outros R$ 74,7 milhões que não foram empenhados.

Os R$ 3,4 bilhões fazem parte de duas Medidas Provisórias (MPs) de crédito emergencial editadas pelo governo e aprovadas posteriormente no Congresso. Já no caso de outros R$ 74,7 milhões, o recurso simplesmente não pode mais ser usado, porque três MPs perderam a validade sem que a pasta tenha empenhado todos os valores previstos nelas.

De acordo com informações do Globo, os dados são inéditos e foram levantados pela Comissão de Financiamento e Orçamento (Cofin) do Conselho Nacional de Saúde (CNS), órgão ligado ao Ministério da Saúde, com informações oficiais até 24 de novembro.

Por outro lado, o Valor Econômico desta sexta-feira (27) informa que o governo federal cortará o financiamento de 3.265 Centros de Atendimento para Enfrentamento à Covid-19, instituídos em maio a pedido das secretarias municipais de Saúde a fim de ampliar o acesso ao atendimento precoce das pessoas com sintomas de infecção pelo Coronavírus.

O jornal diz ainda que outros 130 Centros Comunitários de Referência para Enfrentamento da Covid-19 também serão afetados. Sem verbas, boa parte desses equipamentos corre sério risco de fechar, já que dificilmente os municípios terão dinheiro para mantê-los, dizem fontes do Ministério da Saúde.

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