Educação

De uma pandemia a outra, UFRJ faz 100 anos como uma das principais potências científicas do Brasil

"Um país que não gera conhecimento não se desenvolve sob o ponto de vista de nação soberana. A população fica refém de importações e inclusive serviços, não só de produtos. E isso é péssimo para toda a sociedade. Então, nós temos que ampliar o número de vagas no sistema público porque é um sistema de qualidade. E o financiamento tem que ser público porque é uma questão de Estado. A sociedade tem que valorizar porque ela depende destas instituições de qualidade para o futuro do país, se queremos ter um país mais moderno, à frente do seu tempo, com menos desigualdade, com mais riquezas, com mais emprego", finalizou Denise. Palácio Universitário, no Câmpus da Praia Vermelha da UFRJ — Foto: Reprodução/TV Globo Palácio Universitário, no Câmpus da Praia Vermelha da UFRJ — Foto: Reprodução/TV Globo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Câmpus do Fundão da UFRJ — Foto: Reprodução/TV Globo Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, no Câmpus do Fundão da UFRJ — Foto: Reprodução/TV Globo
Por Cristina Boeckel, G1 Rio

A primeira universidade do país completa 100 anos neste 7 de setembro. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) surgiu em 1920 da fusão de algumas faculdades à época já com bastante história. Para contar essa trajetória, a universidade lança o documentário Centenária: a Universidade do Brasil entre duas pandemias.

A UFRJ nasceu ainda sob o efeito devastador da gripe espanhola, contra a qual somou esforços, e vira centenária na linha de frente de outra pandemia. Agora contra o coronavírus, seus pesquisadores apostam na inovação para estender o tratamento a mais pessoas.

A instituição foi criada pelo presidente Epitácio Pessoa, em um momento em que o país estava próximo do seu primeiro centenário como nação politicamente independente, o que seria comemorado dois anos depois, em 1922.

“Essa história centenária é pouco conhecida da população em geral, da sociedade, do Rio de Janeiro, do Brasil, e ela traz momentos muito importantes, que se conectam diretamente com a história do país”, destacou Tatiana Roque, coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ.

Biblioteca da Escola Politécnica da UFRJ no começo do século XX — Foto: Divulgação/ UFRJ

Biblioteca da Escola Politécnica da UFRJ no começo do século XX — Foto: Divulgação/ UFRJ

Com um legado de inovações e participação em grandes obras, além de ex-alunos célebres, a universidade luta contra uma previsão de corte de R$ 71 milhões em suas contas para o ano que vem e para que se torne cada vez mais diversa.

“Estamos sempre atuando na área da saúde, na área tecnológica e na área das ciências humanas e sociais, com programas fundamentais para o avanço da nossa sociedade e para diminuir a desigualdade no nosso país”, afirmou Denise Pires de Carvalho, primeira mulher a ocupar a reitoria da UFRJ.

A educação em tempos de pandemia também conta com um desafio na área do ensino à distancia: cerca de 3,4 mil estudantes receberam R$ 1 mil para comprar um computador e acompanhar as aulas.

Posse de Denise Pires de Carvalho, primeira mulher a ocupar a reitoria da UFRJ — Foto: Reprodução/ TV Globo

Posse de Denise Pires de Carvalho, primeira mulher a ocupar a reitoria da UFRJ — Foto: Reprodução/ TV Globo

Outro desafio enfrentado pela universidade é a reconstrução do Museu Nacional, que pegou fogo em setembro de 2018. As obras devem recomeçar ainda este ano. De acordo com Alexandre Kellner, diretor da instituição, a expectativa é que em 2022 parte do museu seja reaberta.

Imagem aérea de incêndio no Museu Nacional do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

Imagem aérea de incêndio no Museu Nacional do Rio — Foto: Reprodução/ TV Globo

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