Cidadania Economia Política

Depois dos ossos , população se alimenta de pelancas

 

As sobras de gordura retirada quando da limpeza das carnes nos açougues são popularmente conhecidas em algumas regiões como muxiba ou pelanca e são dadas aos cães de rua. Alguns açougues vendem  a R$ 0,59 o quilo, outros jogam fora e outros ainda doam a quem chega pedindo.

Como você vai ler na matéria do G1 que reproduzo abaixo, depois de ossos , do arroz quebradinho e do feijão bandinha, agora pessoas passam a se alimentar também de restolhos de açougues.

Só na época da ditadura militar brasileira  (1964 -1985) e nos anos imediatamente após , foi que vimos casos semelhantes quando a população se alimentava de lagartos, ratos e aves silvestres  e até de restos humanos encontrados em lixo hospitalar.

Se hoje vemos o retorno de situação tão degradante devemos nos perguntar: O que nos levou  do mapa da fome a 6ª economia do planeta e de lá ao descalabra que vivemos?

O que ou quem promoveu aquela situação e quem ou o quê promove hoje?  Não adianta dizer que foi o Lula e o PT porque a época não existia o PT e o Lula era um mero metalúrgico e hoje  já estão fora do poder  desde 2016. Reflita.

 

 

Com alta nos preços, famílias substituem alimentos em SP; idosa pede gordura de boi em açougue para alimentar 9 pessoas.

 Família está sobrevivendo com o valor mensal de R$ 1.100. Todos os filhos da dona Aisa Teixeira Gomes estão desempregados e ela está recorrendo a doações para se alimentar.

Por G1 SP — São Paulo

25/08/2021

Com a alta no preço dos alimentos, muitas famílias estão tendo que recorrer a outras maneiras de realizar as refeições diárias, muitas vezes substituindo alimentos, como a aposentada Aisa Teixeira Gomes, que começou a pedir gordura de boi no açougue para alimentar a família.

“Eu vou ao açougue pedir gordura para comer. Eu falo assim ‘tem como me dar as pelanquinhas’, eles me dão e eu coloco sal e misturo com o feijão para comer”.

 

Ela mora com nove pessoas e todos os filhos estão desempregados. Aisa está pagando as contas apenas com a aposentadoria no valor de R$ 1.100, um salário mínimo.

A idosa recebe uma cesta básica da entidade Legião da Boa Vontade, na Cidade Dutra, na Zona Sul de São Paulo, no entanto, com a alta no valor dos alimentos, até a entidade está com dificuldade de receber alimentos.

Aisa Teixeira Gomes — Foto: Reprodução/ Tv Globo

Na última doação, a dona Aisa também conseguiu algumas caixas de leite que, segundo ela, devem durar uma semana. “Vamos usar para reforçar o café da manhã das crianças antes de ir para a escola, mas não dá nem para uma semana. Estamos controlando para não colocar muito, eles ficam com vontade de tomar mais, mas não dá”.

Alta no preço dos alimentos

Puxado pelo aumento da energia elétrica e da gasolina, o Índice Nacional de Preços ao

Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é uma prévia da inflação oficial do país, acelerou a alta para 0,89% em agosto, após registrar taxa de 0,72% em julho, informou nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O custo da alimentação no domicílio passou de 0,47% em julho para 1,29% em agosto.

Entre as altas que mais contribuíram para aceleração, segundo o IBGE, destaques para a do tomate (16,06%), do frango em pedaços (4,48%), das frutas (2,07%) e do leite longa vida (2,07%). Por outro lado, houve queda nos preços da cebola (-6,46%), do feijão-preto (-4,04%) do arroz (-2,39%) e do feijão-carioca (-1,52%).

Na alimentação fora do domicílio (0,35%), o movimento foi inverso, influenciado pela desaceleração da refeição (0,10%), que havia registrado alta de 0,53% em junho.