JUSTIÇA Política

Em live, Bolsonaro promete vaga no STF a Aras, que o investiga

Bolsonaro, Aras e Moro (Foto: Presidência da República)

Presidente comemorou o fato de Aras “defender” o governo e ainda aventou a possibilidade de algum ministro do STF “desaparecer”, liberando assim uma vaga para o PGR

 

Durante transmissão ao vivo realizada na noite desta quinta-feira (28) nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro colocou o procurador-geral da República, Augusto Aras, como candidato a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Ele ainda defendeu ministros e criticou a Polícia Federal.

“Sobre o Augusto Aras, se aparecer uma terceira vaga… Eu espero que ninguém ali desapareça, né… Mas o Augusto Aras entra fortemente na terceira vaga”, declarou o presidente.

A fala de Bolsonaro vai de encontro às funções do procurador-geral da República. Não é função da PGR “defender” o governo federal, mas da Advocacia-Geral da União.

Aras causou polêmica ao defender o arquivamento de inquérito que investiga blogueiros, empresários, e parlamentares ligados ao presidente Jair Bolsonaro. Eles são acusados de promover ataques ao STF e disseminar Fake News. O PGR é responsável também pelo inquérito sobre a suposta tentativa do presidente de intervir na PF.

Operação da PF

“Lamentável, são pessoas de bem, pais de família, desconheço entre eles qualquer pessoa que tem uma vida pregressa que os comprometa em algum momento. Todos eles, pelo que tomei conhecimento, não é que apoiam o Jair Bolsonaro ‘herói’, apoiam a linha que a gente tem”, declarou

Reunião ministerial

O presidente ainda comentou sobre a polêmica reunião ministerial de 22 de abril, que teve vídeo publicizado na última sexta-feira e defendeu os ministros que foram criticados pelas declarações dadas na reunião.

O ex-capitão ainda defendeu o ministro do Meio Ambiente e chancelou o que foi dito. “Teve o Ricardo Salles que falou passar a boiada, jamais falaria aquilo publicamente, mas ele quer o que? Ele quer desregulamentar muita coisa”, disse Bolsonaro destacando que é preciso derrubar decretos.

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