Política

Em uma semana, buscas por “impeachment Bolsonaro” no Google mais que quintuplicam

Reprodução/Twitter

Procura pelo termo na plataforma atingiu seu maior pico desde maio de 2020

Por Ivan Longo

O crescente movimento político em prol do impeachment de Jair Bolsonaro já vem se refletindo nas buscas do Google no Brasil. Desde o início de janeiro, o afastamento do presidente virou um dos temas centrais não só na sociedade civil, como também no meio político e jurídico.

Placares online com posicionamentos de deputados e senadores sobre o tema, carreatas e manifestações, hashtags contra Bolsonaro diariamente entre os assuntos mais comentados do Twitter, entre outras iniciativas compõem a parte da sociedade civil na pressão pelo impeachment.

No meio político, nomes da esquerda à direita já vêm falando com cada vez mais intensidade sobre o assunto e os pedidos de impedimento não param de ser protocolados na Câmara – o último foi na semana passada.

Isso sem contar as entidades, movimentos sociais, artistasuniversidades e juristas que vêm se somando ao coro pelo afastamento do chefe do Executivo federal.

Como hoje boa parte da esfera pública está, inevitavelmente, na internet, as buscas no Google sobre o tema acompanham esse movimento, que se refletiu também na queda de popularidade de Bolsonaro observada em pesquisa PoderData do dia 6 de janeiro.

De 9 a 16 de janeiro, a procura pelo termo “impeachment Bolsonaro” mais que quintuplicou na plataforma. No dia 9, o índice de procura pelo tema, que faz uma escala de 0 a 100 na popularidade do assunto, estava em 7. Já no dia 16 esse índice saltou para 36.

Trata-se do maior pico de busca por “impeachment Bolsonaro” desde 23 de maio de 2020, quando o índice foi de 43. O pico máximo histórico, de 100, foi registrado em abril do mesmo ano. À época, o Brasil enfrentava um dos seus piores momentos da pandemia do coronavírus e Sérgio Moro saia do governo após queda de braço com o presidente, baseada na tentativa de Bolsonaro de intervir na Polícia Federal.

Nesta período entre 9 e 16 de janeiro, a maior parte das buscas pelo tema foram feitas no estado do Amapá, seguido por Distrito Federal, Ceará, Roraima e Sergipe.