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GDF poupa R$ 16 milhões na quarentena e investe no combate à Covid-19

IGO ESTRELA/METRÓPOLES
 
 

O montante economizado durante o teletrabalho dos servidores foi com água, luz e combustível

 

Para evitar a disseminação do novo coronavírus entre servidores públicos, o Governo do Distrito Federal (GDF) implementou o teletrabalho e novas rotinas de produção. Segundo a Secretaria de Economia do DF, a decisão gerou economia de R$ 16,1 milhões.

O dinheiro economizado com água, luz, combustível, além de outros itens, foi investido na batalha contra a Covid-19. Além da economia, o trabalho digital mostrou fôlego para aumentar a eficiência. Por isso, após a fase crítica, o DF terá um novo serviço público.

O teletrabalho teve início em 23 de março. Pelas contas da pasta, gerida pelo secretário André Clemente, houve redução de 54% nas contas de água e esgoto, uma poupança de R$ 8,1 milhões somente no mês de abril.

No caso da energia, a redução foi de R$ 7,8 milhões. As contas tiveram queda de 23%. Já o dispêndio com combustíveis e lubrificantes caiu 33%, proporcionando a reserva de R$ 130 mil.

O home office alavancou o uso de videoconferências. De 3 de março até 2 junho, foram transmitidas 5.279 reuniões por vídeo. Tiveram a participação de 21.657 servidores. No total, eles produziram 3.924 horas de trabalho.

Desde 16 de março, a Subsecretaria de Segurança e Saúde no Trabalho colocou em marcha o atendimento pericial on-line para perícias médicas, para a homologação de atestados. Até 3 de junho, 22 mil processos tramitaram na pasta.

MYKE SENA/ ESPECIAL PARA O METRÓPOLESAndré Clemente e Ibaneis Rocha
Segundo Secretaria de Economia, gerida por André Clemente, teletrabalho proporcionou economia de R$ 16 milhões para o DF

A princípio, o atendimento virtual para atestados e similares segue até 31 de julho. Nele os servidores podem se consultar com psicológicos e psiquiatras.

Novo serviço público

Segundo a Secretaria de Economia, mesmo após a pandemia, continuarão a fazer parte da nova rotina do serviço público: uso de equipamentos de proteção individual (EPIs); higienização e medidas para evitar aglomeração.

“Acreditamos que a administração pública poderá criar normas e leis para aqueles que puderem desenvolver suas atividades em home office através de plataformas e recursos tecnológicos disponíveis”, pontuou a pasta, em nota enviada ao Metrópoles.

Condições (digitais) de trabalho

Por outro lado, o trabalho a distância, segundo alguns servidores, perde em qualidade, como coloca o diretor do Sindicato dos Professores do DF (Sinpro-DF), Samuel Fernandes.

“O celular não é o equipamento adequado para o professor desenvolver as aulas on-line, por exemplo”, pontua.

SUS

Pela perspectiva da presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (SindSaúde), Marli Rodrigues, a pandemia trouxe muita tristeza mas também destacou a importância do serviço público na figura do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Mesmo sucateado, o SUS mostrou capacidade para dar respostas positivas. Esperamos que as autoridades sanitárias invistam no sistema. Precisamos de tecnologia para ter o controle epidemiológico e com o clique de um botão levarmos socorro o quanto antes”, resumiu.

Inevitável

Para o presidente do Sindicato dos Servidores e Empregados da Administração Direta, Fundacional, das Autarquias, Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista, André Luiz da Conceição, a mudança do serviço público pós-pandemia é inevitável.

“Muitos serviços podem ser prestados via teletrabalho até com mais eficiência. Porque aí o servidor fica sujeito ao regime de resultados. Então, ele consegue entregar mais”, explicou.

Outro lado

A Secretaria de Educação reconhece o problema da falta de equipamentos adequados para o teletrabalho dos professores. A pasta orientou os gestores das escolas a buscarem soluções dentro de cada regional de ensino.

Nesse sentido, poderá ser disponibilizado equipamento na escola. Os professores do grupo de risco receberão os aparelhos primeiramente para trabalhar em casa.

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