Cidade Mobilidade

GDF reajusta tarifa técnica paga a empresas de ônibus em R$ 200 milhões

Valor pago pelo governo complementa os custos para a operação das companhias. Quatro das cinco empresas do sistema receberam aumento com a revisão dos valores

por Samara Schwingel

A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) aumentou o subsídio pago às empresas de ônibus. As tarifas técnicas, pagas pelo governo para complementar os custos para a operação das companhias, passaram por revisão e tiveram os valores reajustados. Ao todo, o reajuste representa gasto de R$ 200 milhões a mais anualmente para o GDF.

Os aumentos são retroativos a 1º de julho deste ano. Quatro das cinco empresas operantes receberam incrementos. A Pioneira saiu de R$ 4,5910 por passageiro para R$7,5864, ou seja teve um aumento de 65,25%; São José de R$ 5,1350 para R$ 8,0262, 56,3% a mais; Piracicabana de R$ 4,4273 para R$ 4,9578 aumento de 11,98% e a Marechal passou de R$ 5,0615 para R$ 5,1778, mais 2,30%.

A única companhia que teve valor reduzido foi a Urbi, que passou a ter R$ 4,1272 de subsídio. Antes, o valor era de R$ 5,0682. A queda foi de 18,57%.

Três das cinco empresas se manifestaram em relação ao reajuste. A Expresso São José informou que, mesmo durante a pandemia, opera com 100% da frota e paga os salários dos servidores em dia. Por isso, o desequilíbrio financeiro teria aumentado. Em nota, a companhia disse que “a tarifa não foi reajustada, mas revisada com base no contrato. Todas as revisões anteriores foram em desacordo com o contrato e edital. E essas distorções foram corrigidas.”

A Marechal afirmou que “solicitou cópia integral do processo que levou a revisão de sua tarifa técnica através da portaria 159, somente após análise minuciosa desse processo poderá se manifestar.”

Já a Viação Pioneira informou que a revisão tarifária está prevista em contrato e “deve ser realizada sempre que necessário.”

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