JUSTIÇA Política

Heleno traiu Bolsonaro e o abandonou

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, em Brasília 04/03/2020 (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

“Quis o destino que o general Augusto Heleno traísse Jair Bolsonaro e ajudasse a piorar sensivelmente a situação do capitão a quem jurou lealdade eterna”, aponta o editor do DCM

O jornalista Kiko Nogueira, editor do DCM, avalia que o general Augusto Heleno traiu Jair Bolsonaro ao dizer à Polícia Federal que ele jamais teve qualquer empecilho para mudar a sua segurança pessoal – o que, portanto, confirma a tese de que a fita da reunião ministerial de 22 de abril comprova que o presidente pretendia mesmo interferir na Polícia Federal, conforme denunciou o ex-ministro Sergio Moro.

“Quis o destino que o general Augusto Heleno traísse Jair Bolsonaro e ajudasse a piorar sensivelmente a situação do capitão a quem jurou lealdade eterna. O ministro do Gabinete de Segurança Institucional contou à Polícia Federal que o presidente nunca teve ‘óbices ou embaraços’ para nomear e trocar nomes da equipe de sua segurança pessoal no Rio de Janeiro ou em outro local”, diz Kiko Nogueira, em artigo no DCM.

“Desta maneira, Heleno contradiz o líder. Ele alegou que, na fatídica reunião do dia 22 de abril, gravada em vídeo, falava das dificuldades na troca de sua segurança pessoal e não da tentativa de mudança no comando da PF do Rio de Janeiro”, aponta ainda o jornalista.

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