Economia Política

Integrantes do Banco Mundial articulam para barrar indicação de Weintraub

Abraham Weintrab anuncia sua demissão do MEC (18.6.20) (Foto: Reprodução)

No Brasil, um documento assinado pelo diplomata Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda, faz um alerta aos acionistas sobre da indicação

Integrantes do Banco Mundial estão se movimentando para impedir a posse do ex-ministro da Educação Abraham Weintraud na instituição, indicado pelo governo de Jair Bolsonaro. Integrantes do banco disseram estar estarrecidos com a indicação de Weintraub.

Considerado o pior ministro da Educação que já houve no País, Weintraub pediu demissão do cargo nessa quinta-feira e teve seu nome indicado para uma diretoria do organismo financeiro multilateral.

No Brasil, um documento assinado por um grupo liderado pelo diplomata Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda, faz um alerta aos acionistas sobre da indicação do olavista. Ao blog do jornalista Vicente Nunes, do Correio Braziliense, Ricupero disse que pediu para um amigo coletar assinaturas porque considera a indicação “um atentado ao pouquíssimo que restava da credibilidade externa do Brasil”.

O Banco Mundial informou em nota que recebeu uma comunicação oficial das autoridades brasileiras de Weintraub representando o Brasil e demais países do seu grupo (constituency) no Conselho da instituição, mas ele ainda precisa ter seu nome aprovado para ficar nesse período restante do mandato.

“Se eleito pelo seu constituency, ele cumprirá o restante do atual mandato que termina em 31 de outubro de 2020, quando será necessária uma nova nomeação e nova eleição”, diz o banco.

 

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