Brasil JUSTIÇA Política

Justiça! ó Justiça, onde estás que não respondes?

 

Por –  Ataíde Santos

A cada manhã, e isso já dista nos anos, lia as notícias matinais com certa satisfação e uma ponta de orgulho. O Brasil crescia, o nosso presidente era o ”cara” e o povo era alegre feliz.

Faziam-se planos, para criação de empresa, viagens, casamentos… O tsunami que abalou o planeta quase que em sua totalidade, aqui chegou como nos antecipou o titular do planalto á época, como uma “marolinha” e continuamos cantantes da esperança.

Mas…  O tempo virou!  A calmaria, devíamos prever, como os velhos marujos, que “depois da calmaria sempre vem a tormenta”. Somos imprevidentes e fomos tomados pela maré que avistamos não tão longe, menos de trinta anos, digo milhas, e acreditamos que por ela não se mais seríamos alcançados… Mas fomos…

E o Brasil…?  Essa nau, Brasil, que chegou a sexta economia do planeta e emprestou dinheiro pro FMI, agora “sob nova direção”, sob novo comando, vende suas reservas, suas riquezas , seus patrimônio e empobrece, brutaliza seu povo que antes foi convidado especial para visitar os Estados Unidos da América, agora de lá volta algemado nos braços e pernas, como se a besta que a todos ameaçam fossem. Mas nosso líder acha correto, afinal  o que se podia fazer, se sequer a nossa dignidade restou? Quer saber ?  “Pergunte a sua mãe…”.

Onde foram parar a lei e a justiça, quando um juiz indagado sobre o crime de  um criminoso confesso, responde que já conversou com o dito e está tudo bem, e pouco tempo depois esse juiz se torna colega de trabalho daquele que mesmo tendo confessado o crime, foi “perdoado”. Quem deu tanto poder a esse magistrado? Porque  representantes do judiciário de esferas superiores não se movimentaram para impedir tal desmando e a outros que se avolumaram com o passar do tempo?

Que letargia foi essa que tomou  as autoridades que fingem não ver diuturnamente os “crimes” cometidos por quem deveria manter o decoro e ser exemplo á nação? Afinal a orquestra toca de acordo com seu regente.

O Brasil , os poderes e seus representantes atendem a que demanda? Se transformaram em  meros admoestadores de alguém que sequer se curvou á disciplina militar.

Até quando essa paciência será satisfeita? Quais  são os ganhos e perdas dessa permanência deletéria ? A quem se submete  quando renunciam suas autoridades, seus papeis constitucionais e  estão a “passar a mão sobre a cabeça” do garoto rebelde que tudo que quer a sua hora e a seu modo. Será esse garoto disposto a explodir uma caserna, um indivíduo desprovido de inteligência ou será além da média nacional e vive criando cortinas de fumaça para esconder suas constantes infrações?

 

Findo aqui com uma frase:

“Eu quase nada sei.

Mas desconfio de muita coisa”

Guimarães Rosa

 

 

PUBLICIDADE