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Lula sugere “impedimento político” para compra da Sputnik V pelo Brasil

Em entrevista a canal russo, ex-presidente do Brasil afirmou que país deve ter “à disposição vacinas de todo o mundo”. 

Em entrevista ao canal Russia Today, o ex-presidente do Brasil, Luis Inácio Lula da Silva comentou, entre outros temas, sobre a recusa inicial da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em aprovar o uso emergencial da vacina russa Sputnik V no país.

“Quero que o Brasil tenha à disposição vacinas de todo o mundo, remédios de todos os países, inclusive a Sputnik V (…) Se o nosso presidente realmente quisesse ajudar seu povo, conversaria com o presidente Putin e criaria um comitê bilateral com os russos e especialistas brasileiros. Aí o problema da vacinação no Brasil já estaria resolvido há muito tempo”, disse Lula, em entrevista à jornalista Oksana Boyko na última segunda (7).

O ex-presidente brasileiro sugeriu que o atual chefe de Estado do Brasil, Jair Bolsonaro, estaria sob pressão. “Não posso provar, mas é altamente visível que existe um impedimento político para comprar vacinas russas no Brasil. Além disso, estamos vendo fortes críticas à vacina chinesa”, acrescentou Lula, citando interesses econômicos.

“O Brasil deve comprar vacinas americanas e russas, além de vacinas chinesas e cubanas. Qualquer vacina com qualidade comprovada cientificamente”, continuou o ex-presidente.

Na sexta-feira passada (4), a diretoria da Anvisa votou pela aprovação das importações e uso limitado da vacina russa Sputnik V, após mais de dois meses da recusa inicial. O Brasil tornou-se, assim, o 67º país a autorizar a aplicação emergencial do imunizante.

De acordo com os termos da decisão, a vacina russa poderá ser administrada em 1% da população de cada estado solicitante do Nordeste. No entanto, além do ministro da Saúde, os governadores locais terão de assinar um Termo de Compromisso.

O presidente do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), Kirill Dmitriev, anunciou que o primeiro lote de Sputnik V será entregue ao Brasil em julho.

Fonte – Russia Beyond