Justiça Política

Lula(drão) e seus direitos políticos

 

Por – Ataíde Santos

Foi com grande alarido que o mundo político recebeu a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal – STF Edson Fachin que devolve os direitos políticos ao ex-presidente Lula.

Como sempre ocorre, as decisões das autoridades são discutidas por especialistas e por leigos. Esse fenômeno acontece sempre acontece em finais de campeonatos de futebol, quando somos milhões de técnicos, nas eleições, quando nos especializamos em estatística, ciência política e nos metamorfoseamos em “expert” de legislação eleitoral.  E de ontem para hoje, como num passe de mágica somos especialistas em direito constitucional e comentamos, por óbvio, contra ou a favor da decisão do ministro Fachin que levou cinco anos para reconhecer o notório. Ops!

Desde ontem a esquerda mundial comemora a decisão. Maravilha! Lula volta a ser candidato. Mas…  dizem alguns, que a decisão do juiz, mais favorece o ex-colega, carrasco de Lula e do Brasil Sérgio Moro. E como as decisões dos eternos julgamentos no STF dependem muitas vezes, não da lei propriamente dita, mas do que fala um general, ou um procurador, ou de um juiz de primeira instância ou simplesmente do que noticia o Willian Bonner, logicamente repercutindo o que diz o Merval Pereira, não será surpresa se numa reviravolta à “lá novelas globais”, surja um fato surpreendente, tipo um depoimento, não necessariamente dado, a um@ delegado da Polícia Federal, ou talvez um “ctrl c ctrl v” enviado a um juiz. Quem sabe até seja uma convicção de um “procuragnol“, e… Se condene o Lula mais uma vez, lhe cassando os seus direitos políticos. Sim, porque é o Lula, não o Fernando Henrique Cardoso a quem não se pode melindrar.

Eu não me engano. Já não acredito nas instituições que funcionam normalmente. E principalmente naquela que temeu um cabo e um soldado, mas que é forte o suficiente para prender em flagrante um deputado bravateiro sem qualquer força política, mas que foi escolhido para ser o “boi de piranha”, afinal as instituições funcionam normalmente.

Não gosto nem me sinto bem quando vejo a cada dia morrerem mais de mil, quase dois mil brasileiros, e alguém me fala que estou com mimimi, que na verdade estamos vivendo uma “fraudemia” como afirmou a senhora do Secretário de Cultura Mario Frias do governo federal. Quando vejo nosso país ultrapassar 260 mil mortos e “comerciantes” fazerem carreatas pedindo, exigindo do governante que não haja lockdown e pastores/deputados criarem leis para que igrejas e templos religiosos não atenderem as normas recomendadas pelos  especialistas em epidemias de se manter o afastamento entre pessoas.

Lula voltará a disputar uma eleição? Duvido muito. Se antes quando se tinha vergonha de se descumprir a lei às claras, houve o que ainda estamos vivendo, imagina agora que perdemos todo pudor, que não ficamos mais nem vermelhos, quando defendemos alguém ao saber que naquele momento ultrapassávamos 250 mil mortos, foi comemorar em um almoço ao som de sonoras gargalhadas o nosso infame recorde.

É triste, muito triste ver no que transformamos, ao som do chocalho, ou melhor,  do plim-plim, a nação, que outrora respeitada globalmente, onde não existia fome, tinha emprego e prosperidade e era governada por um homem a quem acusam de destruidor da nação.

Enfim…  Lula está livre e com direitos. Até quando?