Política

Merval Pereira (Globo) insiste retomar 64

O Jornalista porta-voz da Globo fala em  impeachment de Bolsonaro e na tranquilidade que trará Mourão. Tranquilidade pra quem cara pálida? Para a organização a que serve?

Óbvio que não podemos continuar com Bolsonaro e sua estirpe no poder, mas daí voltarmos a ter um militar como titular do Planalto é um risco grande. Devemos lembrar a fábula do sapo e do escorpião.

Sabemos todos, desde o princípio que Bolsonaro não terminará seu mandato de presidente da república. O capitão se aventurou, e, oportunista que é, vendo que  todo trabalho engendrado pela Globo e seus asseclas vinham tramando há anos, daria água, porque  Michel Temmer e MDB deram o  drible-da-vaca em Aécio Neves, aproveitou a onda anti-petismo e em cima de fake News, conseguiu se eleger, mesmo afirmando que teria havido fraude em sua eleição.

O seu vice, agora objeto de desejo da Globo, tem usado um tom de moderação sabendo que sua hora vai chegar, e aí sim, se desfará desse véu moderador e usará o que mais sabe, pois para isso treinou o autoritarismo. Lembram-se do caso das promoções relâmpago do filho dele no Banco do Brasil? (Leiam aqui e aqui) E na maçonaria?  Dá pra se enganar de novo?  Vai que o homem toma gosto e em não tendo promoção no cargo transforma a falta em tempo? A instituição apoiar Bolsonaro é uma coisa, Mourão, é outra história.

Aprendemos que não podemos afirmar o bordão “Pior do que tá não fica”. Fica sim, temos a prova disso, mas pode piorar mais um pouquinho, afinal o fundo do poço no Brasil tem subsolo. O Brasil é mesmo um país atípico, seu povo muito diferente de outros, refiro-me aqui aos alemães, nunca aprende com os erros.

Deixou aqui um dito que minha mãe sempre repetia: “Espinho que tem de furar, de cedo mostra a ponta”.