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No Congresso e no Supremo, declarações do clã Bolsonaro já são vistas como ameaça real à democracia

As recorrentes manobras radicais do clã Bolsonaro, com a publicação de vídeos atacando as instituições democráticas e as ameaças de impor uma ditadura no país com a edição de um “novo AI-5” já são percebidas no Congresso e no Supremo Tribunal Federal como perigos reais, mesmo que Bolsonaro não tenha suficiente força política para isso agora.

 Líderes partidários e integrantes de tribunais superiores interpretam que as sucessivas ameaças de Jair Bolsonaro, seus filhos e do grupo de extrema-direita que o apoia, são ameaças reais, ultrapassando o terreno da bravata, informa a coluna Painel da Folha de S.Paulo.

Como essas ameaças se tornaram frequentes nos últimos dias, tanto no Congresso como no STF forma-se a opinião de que o ocupante do Planalto está tomando o pulso da situação, para medir se as sua ofensiva contra o Estado democrático de direito cola na opinião pública.

Contudo, em ambas as instituições dirigentes partidários e ministros da corte avaliam que o clã Bolsonaro ainda não tem força suficiente para impor uma ditadura, medidas autoritárias e manobras antidemocráticas.

Políticos e magistrados trabalham com a informação de que as Forças Armadas  não apoiariam medidas como essas, além de avaliar que o clã Bolsonaro conta com reduzido apoio político, de apenas um terço da população.

A coluna informa ainda que o ministro da Defesa e o secretário de Governo de Jair Bolsonaro, ambos generais do Exército, foram acionados por ministros do Supremo nesta semana após a publicação de vídeo na rede social do presidente que equiparou a corte a uma hiena.

Os dois manifestaram descontentamento com o gesto de Bolsonaro.

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