Holístico

Os Segredos da Magia em diferentes épocas e culturas

A mente se enche de ideias quando falamos em magia. Conceitos mais ou menos aproximados da verdade, alguns fantasiosos outros descrentes… mas quais serão as verdades sobre o que ela realmente é?

 

Para empreender estudos sérios relacionados ao desenvolvimento mágico, devemos começar por definir claramente o conceito de magia. Para isso, vamos recorrer à sua história.

 

É possível dizer onde se originou a magia?

Estudos demonstram que no Egito, Caldéia, Nepal, Índia, Japão e até mesmo no continente americano há indícios remotos de rituais com os mais variados objetivos. Em todas essas culturas, os ritos mágicos eram dirigidos a forças siderais e naturais.

Na antiguidade, nenhum processo mágico seria admitido se não estivesse intrinsecamente harmonizado com os movimentos da natureza. Assim, a magia era entendida como um método que fazia as notas do corpo humano vibrar em sintonia com as notas do cosmo.

 

A magia na natureza

É nessa perspectiva que encontramos constantes rituais de solstícios e equinócios, de colheitas e plantios, de chuvas e secas, etc. Sabiam os antigos que a mesma força da fertilidade, que se manifesta na natureza, poderia ser útil para tornar fértil uma dama, por exemplo. Por sua vez, a energia que impulsiona um animal selvagem é adequada para produzir coragem e valentia nos guerreiros.

Dessa forma, a magia era um método de entender as forças sutis que movimentam o cosmo e, consequentemente, administrar essas forças em processos particulares. Esse é o grande segredo da magia de todos os tempos.

“Assim como é dentro, é fora.

Assim como é em cima, é embaixo.”

Hermes Trismegisto

Tendo de antemão essas informações, podemos definir a Magia como: “um meio de causar mudanças na consciência e na natureza de acordo com a Vontade” – Dion Fortune.

Agora, temos um conceito claro para poder exercer nossa compreensão consciente.

 

Todo homem é um universo em miniatura

Essa sabedoria nos indica que para compreendermos a Magia, precisamos primeiro compreender a relação que existe entre o Macro e o Micro, ou seja, entre o homem o cosmo. Fazer-se consciente dessa relação, é perceber, por exemplo, que dentro do corpo humano há os quatro elementos da natureza, tanto no plano físico quanto no plano metafísico.

Assim sendo, o micro pode operar no Macro e vice-versa, desde que haja uma CIÊNCIA.

 

A relação entre a magia e o ocultismo

A ciência que ensina a operar a magia é chamada de Ocultismo. Aquele que estuda a magia investiga o conhecimento oculto. O praticante do ocultismo, por sua vez, é o esoterista e as experiências obtidas a partir dessa prática são experiências mágicas. Nesse contexto, compreende-se melhor os quatro postulados da Magia, que são:

  1. Querer
  2. Saber
  3. Ousar
  4. Calar

O primeiro postulado está relacionado ao exercício da Vontade; depois é muito importante o estudo, o que vai nos dar o saber. É preciso ter conhecimento para exercer a Vontade de fazer. Só então, é possível ousar e, uma vez que a experiência mágica seja alcançada, cabe ao operante o silêncio.

Magia, Religião e o Despertar da Consciência

No decorrer da história da humanidade, Magia e Religião sempre andaram juntas. Qualquer ritual sagrado de uma religião é um ato mágico. Se tomarmos os ritos mágicos com métodos de elevar a consciência, entenderemos que o grande segredo de qualquer cerimônia não é exatamente seu significado pessoal, mas o poder que essa cerimônia tem de elevar os estados interiores de seu operador.

A magia, como uma ferramenta do autoconhecimento, é como um dínamo para a consciência, sempre estimulando-a ao despertar.

Tendo essa referência, podemos fazer uma clara diferenciação, uma vez que o V.M. Samael Aun Weor explica, enfaticamente, que sempre haverá dois tipos de magias, duas lojas que se combatem mutuamente e sustentam as grandes colunas do Universo.

Uma é a “magia branca”, que se preocupa com o despertar da consciência, a realização do espírito e o aperfeiçoamento humano por meios equilibrados de praticas espirituais. A outra é a “magia negra” que, apesar de conceber formas de despertar, não se preocupa com a profunda realização espiritual e nega, na maior parte das vezes, práticas espirituais com equilíbrio.

A primeira eleva aos estados superiores do espírito, a segunda levas as cavernas secretas do subconsciente.

 

A Gnosis, sendo uma escola de autoconhecimento e de regeneração, ensina magia branca. O objetivo maior da magia na Gnosis é a realização do espírito e o aperfeiçoamento humano.

Não há finalidade mais sublime que empregar métodos mágicos para o bem da Grande Obra.

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Ataíde Santos

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