Justiça Política

PF tem provas de financiamento ilegal da campanha presidencial de Bolsonaro

Jair Bolsonaro e fachada do Tribunal Superior Eleitoral (Foto: Alan Santos/PR | Roberto Jayme/Ascom/TSE)

Documentos da PF indicam que empresário bancou material de campanha de Bolsonaro em 2018 sem declarar à Justiça Eleitoral

 Documentos obtidos pela Polícia Federal indicam que a campanha de Jair Bolsonaro em 2018 contou com financiamento ilegal. Um empresário de São Paulo bancou material de divulgação da campanha sem declarar à Justiça Eleitoral.

Durante as investigações sobre os atos antidemocráticos, que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF), a PF encontrou no computador de Otávio Fakhoury, apoiador de Bolsonaro, notas fiscais emitidas por duas gráficas sediadas na região Nordeste.

O empresário contratou a impressão de 560 mil itens de propaganda eleitoral de Bolsonaro como panfletos e adesivos com foto do candidato, o número da chapa e a proposta de campanha. Procurado, o empresário confirma a existência dos documentos, mas diz que eles se referem a “despesas de amigos que fazem parte de movimentos sociais”, informa O Globo. O empresário tenta justificar a omissão à Justiça Eleitoral dizendo “não se tratarem de doação à campanha do candidato”.

Na prestação de contas da campanha de Bolsonaro apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Fakhoury não aparece como doador oficial. As gráficas contratadas pelo empresário também não constam da lista de fornecedores.

Procurado, Jair Bolsonaro afirmou através de sua advogada, Karina Kufa, desconhecer a doação.

As gráficas contratadas por Fakhoury estão sediadas em João Pessoa (PB) e em Natal (RN). O dono de uma delas, José Luciano Araújo dos Santos, fundador da Gráfica Criart, declarou que prestou os serviços de impressão de material publicitário para a campanha de Bolsonaro.

O empresário Otávio Fakhoury faz parte de um grupo de apoiadores de Bolsonaro que inclui o dono da Havan, Luciano Hang, e o dono do restaurante Madero, Junior Durski, dentre outros empresários.

Publicado originalmente em Brasil247