Economia GDF Saúde

PMDF tem hospital próprio, mas 7 em cada 10 policiais são atendidos na rede privada

 
 

Auditoria feita pela Controladoria-Geral do DF aponta que o centro médico da corporação encontra-se praticamente subutilizado

 

Uma auditoria recente realizada pela Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) revelou que a rede privada de saúde credenciada foi responsável por quase 70% dos atendimentos da Polícia Militar (PMDF), enquanto que a estrutura própria da corporação pelos 31% restantes.A categoria fica permanentemente exposta a riscos e, pela natureza do trabalho, adoece muito e precisa de uma estrutura robusta para se tratar. Embora não finalizado, a corporação mantém um centro médico multidisciplinar que, atualmente, tem sofrido investidas para auxiliar no combate ao novo coronavírus como hospital de campanha.A apuração ocorreu no período de 24 de novembro e 11 de outubro de 2019, mas os dados auferidos são referentes aos anos de 2016 a 2018, portanto, ainda na gestão do ex-governador Rodrigo Rollemberg (PSB). Os auditores orientam que a corporação implemente um plano de utilização efetiva da estrutura do hospital próprio de forma a ofertar melhores serviços de saúde a seus militares e dependentes, além de otimizar os gastos públicos.

De acordo com a inspeção, os serviços prestados pelas empresas de saúde credenciadas, naquele período, custaram R$ 214.554.831,81. Também foi questionado o número oficial de beneficiários associados, que gira em torno dos 70 mil.

“Analisando-se a referida planilha, constatou-se que os três maiores prestadores de serviços são hospitais credenciados para atendimento de urgência e emergência e os valores relativos aos serviços prestados por esses hospitais alcançou o valor de R$ 129.780.995,41, o que corresponde a 60,48% do total do faturamento”, pontua.

Por isso, apontam os auditores, considerando o aumento acentuado dos gastos com as empresas privadas de saúde credenciadas e a subutilização do Centro Médico da PMDF, o Fundo de Saúde “deve promover estudos técnicos com o objetivo de otimizar a utilização de sua unidade própria, especialmente quanto à possibilidade de transformá-la em uma unidade de atendimento de urgência e emergência 24 horas, como forma de otimizar os gastos públicos”, recomendam.

PUBLICIDADE