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Rússia deve iniciar distribuição de vacina contra coronavírus em agosto

O Ministério da Saúde russo ainda irá realizar testes bioquímicos da vacina - Foto: Ricardo B. Labastier/Arquivo JC Imagem

O Ministério da Saúde da Rússia ainda irá realizar testes bioquímicos da vacina

 

Com informações da Agência Brasil

A Rússia pode se tornar o primeiro país a iniciar a distribuição de uma vacina contra o novo coronavírus. O país anunciou, nesta segunda-feira (13), que concluiu parte dos testes clínicos necessários para comprovar a eficácia do imunizante desenvolvido por parte do governo.

A vacina foi desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa para Epidemiologia Microbiologia Gamalei. Segundo a instituição, ela deve entrar em circulação entre os dias 12 e 24 de agosto. O imunizante foi testado em 38 voluntários com idades de 18 a 65 anos. “A pesquisa foi concluída e provou que a vacina é segura”, disse Yelena Smolyarchuk, chefe do centro de pesquisas clínicas da Universidade Sechenov, à agência de notícias estatal TASS.

O Ministério da Saúde russo ainda irá realizar testes bioquímicos da vacina, porém espera finalizar o processo até setembro, mesmo mês para o qual o Centro Nacional de Pesquisa para Epidemiologia Microbiologia Gamalei prevê o início da produção do medicamento em massa por laboratórios privados.

Busca por uma vacina

Em seu último comunicado a respeito, em 6 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou 21 vacinas candidatas que estão em testes clínicos com seres humanos em todo o mundo (contra 11 em meados de junho).

A chinesa SinoVac iniciou os testes da fase 3 de sua potencial vacina contra o novo coronavírus. A farmacêutica divulgou a informação no dia 6 de julho, tornando-se uma das três empresas a avançar aos estágios finais da corrida para desenvolver uma imunização contra a doença. Voluntários começarão a ser recrutados neste mês.

A vacina será testada no Brasil, em um estudo com 9 mil voluntários liderado pelo Instituto Butantã, vinculado ao governo do estado de São Paulo. Na sexta-feira (3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a realização dos testes, que serão feitos em 12 centros de pesquisa localizados, além de São Paulo, em mais quatro estados e no Distrito Federal.

Sobre a posição dos ensaios realizados com candidatas a vacina em todo o mundo, o documento mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nessa segunda-feira, informou que a SinoVac está na fase 3.

A vacina experimental para covid-19 da AstraZeneca, desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Oxford e que já está sendo testada no Brasil, em estudo liderado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e a da Sinopharm são as outras candidatas em fase 3, o estágio final.

A SinoVac está construindo uma fábrica de vacinas, que deverá ficar pronta neste ano e ser capaz de produzir até 100 milhões de doses anualmente.

Ensaios

Os ensaios de fase 1 e fase 2 normalmente testam a segurança de um medicamento antes de entrar nos de fase 3, que testam sua eficácia.

Existem 19 ensaios de vacinas em avaliação clínica, e centenas estão sendo desenvolvidas e testadas em todo o mundo para conter a pandemia de covid-19, doença respiratória que já matou milhares de pessoas e devastou a economia global.

Nenhuma vacina foi aprovada ainda para uso comercial. Uma análise do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, no ano passado, constatou que cerca de uma em cada três vacinas, no primeiro estágio dos testes, é aprovada posteriormente.

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