Esportes Política

STJD adverte jogadora após manifestação contra presidente

Talita e Carol Solberg Imagem: Divulgação

Carol Solberg, que fora denunciada pelo STJD no dia 20 de setembro, gritou  “fora Bolsonaro” em live, após receber premiação do Circuito Nacional

Nesta terça, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva julgou a jogadora de vôlei de praia, Carol Solberg , por gritar “Fora Bolsonaro” em transmissão ao vivo, após receber medalha de bronze.

O julgamento ocorreu de forma online, com a presença da jogadora e seus advogados.

Carol foi advertida com base no artigo 191, onde diz que: “deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento de regulamento, geral ou especial, de competição”.  Além da advertência, Carol terá que pagar uma multa de R$ 400,00 a R$ 1.000,00 pelo ocorrido.

O STJD também a proibiu de manifestar-se politicamente em quadra.

“Você não está ali para se manifestar de forma politicamente ou religiosamente. No passado, todo mundo lembra que quando um atleta fazia o gol ele mostrava ‘alô mamãe’, ‘alô papai’. Isso foi banido. Não é o momento adequado. A atleta pode falar a vontade nas redes sociais dela, que ninguém vai falar nela. Mas se ela for nas redes sociais dela e falar mal do tribunal, ela pode ser denunciada”, afirma Otacílio Araújo, presidente da comissão.

O julgamento de Carol, teve participação da 1ª Comissão Disciplinar do STJD da Confederação Brasileira de Voleibol, composta pelos auditores: Otacílio Soares de Araújo, Robson Luiz Vieira, Gustavo Silveira, Rodrigo da Paz e Marcos Eduardo Bomfim.

Além da denúncia feita de acordo com o artigo 191, Carol também foi denunciada no artigo 258, onde aponta atitude antidesportiva: “assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código à atitude antidesportiva”, onde sua pena poderia ser a suspensão de um torneio.

Para o artigo 191, votaram a favor os auditores Robson Vieira, Rodrigo Darbilly e Otacílio Araújo. Já para o artigo 258, a maioria votou por não punir a atleta.

Durante a sessão, Carol afirmou não ter se arrependido das declarações.

“Eu estava em Saquarema jogando minha primeira etapa depois de tanto tempo sem jogar por causa da pandemia. Estava jogando terceiro lugar, tinha acabado de ganhar, estava muito, muito feliz de estar retornando ao pódio. Estava muito feliz de ter ganhado o bronze e, na hora de dar minha entrevista, apesar de toda alegria ali, não consegui não pensar em tudo o que está acontecendo no Brasil, todas as queimadas, a Amazônia, o Pantanal, as mortes por Covid e tudo mais, e meio veio um grito totalmente espontâneo de tristeza e indignação por tudo o que está acontecendo” afirmou Carol.

A próxima etapa do Circuito Nacional tem início na próxima quinta e, para que ela possa atuar, ela assinou anteriormente um termo que concorda com o regulamento da competição onde no artigo 3.3 diz que: ” o jogador se compromete a não divulgar, através dos meios comunicações, sua opinião pessoal ou informação que reflita críticas ou possa, direta ou indiretamente, prejudicar ou denegrir a imagem da CBV e/ou os patrocinadores e parceiros comerciais das Competições”.

 

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