Política

BRASIL -URGENTE – PRECISA –SE DE UM HERÓI

Por – Ataíde Santos

Nunca na história desse país foi tão cabível a expressão:  “Tocou barata-voa”.  É um verdadeiro Deus-nos-acuda.  Nem vale mais o que está escrito é tudo “feiqueneus”.  A exceção dos feitos dos numerados filhos de sua excelência. É exatamente isso:  Faz , está feito e pronto. E ninguém a objetar. Nem por dever de ofício. Simplesmente se tornou normal saber dos desmando e dizer: “Fazer o quê? São filhos do homi”.  Aliás, os três, agora são quatro, tem  mais uma boca para teta da viúva, 0 04.

Fala-se que a culpa disso tudo é da Globo, da Folha, Estadão… Da mídia enfim, acredito,  mas tenho  a visão seguinte:  O povo brasileiro sempre gostou de novelas, das fantasias globais, a tal ponto que os folhetins que outrora eram  histórias com começo meio e fim, com o passar do tempos , os autores só apresentavam os motes,  e as histórias eram continuadas a partir de pesquisas, daí surgiram os heróis-bandidos ou bandidos-heróis, vilões que satisfaziam  os desejos reprimidos da grande parte dos telespectadores. E daí para realidade: A vida imita a arte, ou seria o contrário?

No poder, o Partido dos Trabalhadores, hoje uma sombra do que foi. Uma das figuras mais importantes da agremiação: José Dirceu.

No STF, Joaquim Barbosa, presidente daquele tribunal nomeado pelo então presidente cujo nome se confunde com o PT que criou, Luiz Inácio, como gostava de chama-lo o ex-senador Mão Santa.

Se a mídia no seu “trabalho” anti-república levantou a bola e Barbosa, almejando o trono do planalto, cortou.  Ou melhor: deu o chute inicial para a partida de um jogo que se assemelha aos 7×1 pró Alemanha. Não se acreditava que Joaquim tivesse coragem para tal. Mas num ensolarado feriado de 15 de novembro, José Dirceu foi preso e levado para um presídio em Curitiba em avião da Polícia Federal.  Todo percurso foi devidamente coberto pelas câmeras globais. Reação do planalto, do PT, das ruas… nada, apenas algumas comemorações nos bastidores políticos e nos salões  da “Casa Grande”.

Surgiu então o herói-negro. Holofotes, capas de revista e a promessa da principal cadeira do planalto. Joaquim, vaidoso como é,  acreditou nas promessas  da mídia que hoje sabemos não vale um vintém furado. E findo seu mandato como presidente pediu pra sair do tribunal sonhando com o Planalto. Mas errou, sua utilidade era finda. Foi descartado. O “batman”  foi conduzido honrosamente para bat-caverna do esquecimento.

Mas precisava-se urgente de outro herói, então surge o “somos todos  Cunha”. O maior sangue de barata que tenho notícia. Diante das palavras mais duras ditas por deputados da oposição, se mantinha impávido, frio e com essa frieza, conseguiu derrubar a presidente que nada de desabonador tinha contra si ou seu governo, a não ser o fato de ser do PT.   Governo golpeado, Cunha preso. Entregue à justiça e ao esquecimento.

Mas onde buscar outro herói? Na Justiça para legalizar o golpe.

Surge o mais recente herói: Sérgio Moro.  Alçado do inquisidor tribunal de Curitiba  para os palcos iluminados da mídia, medalhas, honrarias e… surge o somos-todos-Moro. O novo herói incitado e acobertado pela mídia que lhe prometia o Planalto e sob o olhar beneplácito do STF, á  margem da lei, a seu bel prazer e sob o “não vem ao caso” prendeu a maior autoridade política e maior líder popular brasileiro: Lula.

Mas os caprichos da ambição são muito fortes. Favorecido pelo novo herói e tirando o véu da hipocrisia do povo, incentivando-o e prometendo-lhe a liberdade de mostrarem o que de pior possua,  surge Bolsonaro. Apoiado pela mídia corrupta e pelos  falsos-profetas  abrigados sob a égide de  religião, que na realidade são verdadeiras  organizações criminosas,  o capitão, na verdade tenente,  aposentado por desequilíbrio psiquiátrico e por isso promovido a capitão, Jair Bolsonaro é eleito presidente da República Federativa do Brasil.

Já empossado,  leva à tiracolo  para cargo de ministro da justiça o promotor de sua eleição para Sergio Moro . Mas  na hora de dividir o butim, acordos são esquecidos, punhais cravam-se entre omoplatas. Moro deixa o governo e está agora inútil para a mídia. Foi-se para o exílio, Não sem antes assinar contrato  para  trabalhar para corruptos internacionais mais uma vez  para ajudar na recuperação de empresas  nacionais brasileiras que ele próprio na condição de juiz da lava-jato, quebrou.

Enquanto isso Brasil continua sob os desmandos, do disse-não-disse e do nada-faz palaciano.  E o povo continua apoiando o titular do Planalto, semelhante a  mulher de malandro: “ Quanto mais bate mais eu gamo” a espera de novo herói nacional. Quiçá ainda hipnotizado pelo  plim-plim diuturno.

Precisa-se urgente de outro herói. As acusações contra Lula estão caindo uma a uma. De onde virá o novo herói?  dos esgotos repetindo os gestos de antanho? Ou dos palcos televisivos surgirá um mamulengo gritando: Loucura, loucura, loucura!?  Será que o povo num flash de razão, de sabedoria, não decidirá retomar o caminho deixado? As vezes a solução está tão clara que as vezes ofusca. PuLula  diante de nossos olhos. Bastando sair das trevas e vir pra lu(i)z .